segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Auschwitz entra no Facebook para combater "indiferença"

Auschwitz entra no Facebook para combater "indiferença"
sexta-feira, 16 de outubro de 2009 15:51

OSWIECIM, Polônia (Reuters) - O museu que dirige o ex-campo de concentração de Auschwitz lançou uma página no Facebook para combater a "indiferença" moral que permitiu o assassinato de cerca de 1,3 milhão de pessoas ali.
"A indiferença era um problema enorme durante a Segunda Guerra Mundial, durante o Holocausto. A maioria das pessoas adotou uma postura passiva, decidiu não fazer nada quando acontecia alguma coisa errada", disse o porta-voz do museu, Pawel Sawick, à Reuters Television.
"A desculpa delas era que não viram nada, elas não queriam (ver nada). Espero que essa página no Facebook, que é apenas uma pequena parte de nossa atividade, faça as pessoas mudarem sua postura para ativa quando algo estiver errado. Se apenas uma pessoa for convencida a mudar sua postura, será um enorme sucesso".
Entrar na popular rede social é a última iniciativa do museu Auschwitz-Birkenau, localizado perto da cidade de Oswiecim, no sul da Polônia, para chamar a atenção mundial ao trabalho de preservar a memória de judeus e outros presos assassinados no maior campo da morte de Adolf Hitler.
No início deste ano, com o apoio do governo polonês, o museu lançou um apelo internacional por fundos para ajudar a preservar suas instalações e exibições.
Estas incluem 155 prédios no campo, 300 instalações em ruínas e centenas de milhares de pertences pessoais e documentos espalhados em mais de 200 hectares.
O site de Auschwitz no Facebook, que até agora tem perto de 4.700 fãs, inclui informações sobre o museu e fotografias, inclusive algumas imagens da visita do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, ao campo no começo desta semana.
RESPEITO
"Auschwitz é um símbolo importante para indivíduos e nações, culturas e religiões. Por favor, lembrem-se de respeitar esse significado, a memória das vítimas e dos sobreviventes", está escrito no site, ao lado da página de comentários.
Os visitantes do museu gostaram da medida.
"É muito bom que (o campo) esteja na web e que qualquer pessoa possa visitá-lo de casa porque nem todo mundo pode vir até aqui. As pessoas agora podem ver tudo e ter uma ideia do que aconteceu aqui", disse o estudante polonês Artur Klimek.
Judeus de toda a Europa morreram nas câmaras de gás de Auschwitz, campo construído pelos nazistas depois que a Alemanha invadiu a Polônia em 1939. Muitos outros morreram de fome, de trabalho forçado, doenças e em experimentos médicos.
Centenas de milhares de pessoas visitam o museu todos os anos, passando pelo portão de ferro que traz a famosa frase "Arbeit macht Frei" (o trabalho liberta).

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