quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Na guerra cibernética, políticas estão defasadas ante tecnologia
LONDRES, 24 de novembro (Reuters) - As técnicas de guerra cibernética podem estar dando um salto adiante e os países começam a elevar seus gastos com defesas digitais e novas armas eletrônicas, mas a estrutura e filosofia política quanto ao uso desses recursos continuam defasadas.
O worm Stuxnet --considerado por muitos como um ataque ao programa nuclear do Irã por meio da reprogramação de sistemas de controle industrial com o objetivo de causar danos-- é visto como o mais recente sinal da crescente militarização do ciberespaço.
Estados Unidos e Reino Unido reforçaram abertamente sua preocupação quanto a essa área. Já países emergentes como Rússia e China acreditam poder desafiar o domínio norte-americano sobre a tecnologia militar convencional.
Agentes não estatais, como grupos militantes, também estão ávidos por aproveitar as novas tecnologias.
Mas as regras e convenções que definem como as armas cibernéticas poderiam ser usadas, quem teria o direito de usá-las e de que maneira esse uso seria autorizado ainda estão longe de serem claras.
"Na maioria das áreas, as políticas, responsabilidades e papéis relevantes não acompanharam o avanço da tecnologia, embora a situação esteja mudando," disse Prescott Winter, ex-diretor geral de informações e tecnologia da National Security Agency (NSA) dos EUA e atual executivo da Arcsight, empresa de segurança da computação.
Os EUA criaram um comando cibernético em suas forças armadas, em parte para colocar essas capacidades ofensivas sob controle dos militares, em lugar de agências de informações que operam em modo sigiloso, como a NSA, encarregada da vigilância eletrônica. Importantes autoridades no Reino Unido, nos EUA e em outros países vêm se pronunciando com frequência cada vez maior sobre o tema.
Mas esta é uma área que ainda suscita diversas questões morais, éticas e práticas até agora, em geral, não respondidas.
Como os países retaliariam se fosse impossível identificar a origem nacional de um atacante que usa um notebook?
Quem custearia a proteção de sistemas nacionais essenciais como as redes de energia controladas pelo setor privado?
Os países devem reconhecer que dispõem de capacidades ofensivas de guerra cibernética, para dissuadir agressores, ou mantê-las secretas --especialmente por nunca saberem ao certo se funcionarão, caso usadas em um ataque?
"O ritmo de mudança pode ser abrupto a ponto de tornar o ciclo de ação/reação da estratégia tradicional obsoleto antes mesmo que se inicie," escreveram pesquisadores do Chatham House, um instituto britânico, em relatório publicado este mês, que descrevia o ciberespaço como "no momento, inacessível ao discurso político maduro."
Downloads mais rápidos em smartphones? Na Ásia, nem tanto
HONG KONG (Reuters) - Enquanto fabricantes de equipamentos para telecomunicações promovem suas tecnologias sem fio de próxima geração, resta uma questão a responder: será que estão criando capacidade demais em um momento em que não existe demanda por ela?
Empresas como Huawei , ZTE e Alcatel Lucent promoveram agressivamente os seus produtos na feira Mobile Congress Asia, em Hong Kong, na semana passada, e anunciaram velocidades cerca de 50 vezes mais rápidas que as das redes 3G existentes.
À primeira vista, os números atraem. O grupo de pesquisa Wireless Intelligence antecipa que o número de conexões LTE na Ásia atingirá os 120 milhões em 2015, ante virtualmente zero, este ano. A China deve responder por metade do total.
O mercado LTE deve atingir valor de seis bilhões de dólares em 2014, afirmou a Dell'Oro, uma empresa que pesquisa o setor, o que fará dele área lucrativa de crescimento para fabricantes de produtos de telecomunicação como Huawei, Motorola e Nokia Siemens Networks .
No entanto, os investidores em fabricantes de equipamentos de telecomunicação como a Alcatel Lucent e a ZTE podem sofrer alguns problemas antes que cheguem à terra prometida dos serviços de dados com alta margem de lucro, já que as duas empresas anunciaram resultados inferiores aos esperados, duas semanas atrás.
"O que os consumidores desejam agora na Índia é telefonia de voz de boa qualidade e serviços básicos de dados que ainda não requerem rede 3G," disse Sigve Brekke, diretor asiático da Telenor, que não participou do recente leilão indiano de licenças de operação 3G.
"O que um agricultor trabalhando nos campos da Índia faria com acesso de alta velocidade à Internet? É mais provável que precise de informações sobre os preços das safras, e isso pode ser transmitido rapidamente por meio das redes existentes."
A Índia é o mercado de telefonia móvel de maior crescimento no mundo, com mais de 500 milhões de usuários, e operadoras como a Reliance Industries e a Bharti Airtel ainda não lançaram suas redes 3G. Uma rede 4G é improvável ainda por alguns anos, enquanto as operadoras lutam para recuperar os custos de construção da infraestrutura.
Facebook deixa pessoas mais sociáveis, diz estudo
O rápido crescimento do Facebook, que hoje tem mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo, gerou preocupações sobre os efeitos negativos das redes sociais, porém pesquisadores da Universidade do Texas chegaram a uma conclusão diferente.
"Nossas descobertas indicam que o Facebook não está substituindo interações cara-a-cara entre amigos, família e colegas", disse S. Craig Watkins, professor de rádio, TV e cinema que chefiou o estudo.
"Na verdade, acreditamos que há evidências suficientes de que as mídias sociais dão oportunidade a novas formas de expressão de amizade, intimidade e comunidade."
Os pesquisadores entrevistaram 900 estudantes universitários e jovens recém-formados sobre como e com quem interagem no Facebook.
Mais de 60 por cento dos usuários do Facebook afirmaram que atualizações de status estavam entre as atividades mais populares.
(Reportagem de Bernd Debusmann Jr)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Co-fundador do Twitter quer criar rede social de notícias
OXFORD, Inglaterra, 22 de novembro (Reuters) - Biz Stone, co-fundador do popular site de microblogs Twitter, está ansioso para usar a vasta quantidade de informação que seus usuários compartilham no serviço para criar uma rede social de notícias, segundo disse à Reuters nesta segunda-feira.
Uma rede de notícias do Twitter não seria operada pelo site, necessariamente, mas seria uma parceria entre o serviço de microblogs e diversas outras organizações de notícias, e seria um serviço aberto, segundo Stone.
"Desde o começo, parece um terminal de notícias de todos os cantos do mundo", disse Stone à Reuters Television nos bastidores de um evento de tecnologia em Oxford.
"Creio que o Serviço de Notícias do Twitter será algo muito aberto e compartilhado por diversas organizações de notícias em todo o mundo", afirmou.
Os 174 milhões de usuários registrados do Twitter enviam cerca de 95 milhões de mensagens de até 140 caracteres por dia para o microblog.
O site já compartilha as informações publicadas por seus usuários com os sites de busca Google, Yahoo e Bing, da Microsoft, mas Stone diz que imagina que outras organizações de notícias irão buscar um acesso mais especializado aos dados.
Intel lança chip configurável em parceria com Altera
A Intel, que tem processadores em 80 por cento dos PCs do mundo, está correndo para conquistar espaço em mercados de crescimento mais acelerado com a digitalização e interconexão de cada vez mais aparelhos de consumo e industriais.
Combinar o processador Atom, mais usado em netbooks, com os circuitos programáveis e integrados da Altera permite à Intel oferecer uma linha de chips que seus clientes poderão configurar de acordo com suas preferências, afirma a gigante dos microprocessadores.
Com o tradicional mercado de PCs amadurecendo, a Intel espera ver um aumento anual de 25 por cento na demanda por chips embarcados nos próximos quatro ou cinco anos.
Em setembro, a Intel lançou processadores para equipar computadores de veículos e aparelhos de televisão pela Internet. Na semana passada, a companhia comprou a canadense CognoVision, que produz letreiros digitais para anunciantes.
Conheça programas que auxiliam a recuperar arquivos deletados
Conheça programas que auxiliam a recuperar arquivos deletados
Ideal é que a varredura do aplicativo seja executada o mais breve possível.Deixe suas dúvidas e comentários na área de comentários.

Para que programas com essa finalidade funcionem com efetividade, o ideal é que a varredura do aplicativo de recuperação seja executada o mais breve possível após a exclusão indesejada. Esse processo pode levar minutos ou até horas, dependendo do tamanho da unidade de armazenamento que está sendo vasculhada. Programas assim verificam setores da unidade que ainda não foram sobrescritos por outros dados. Por conta disso, para que a recuperação seja bem sucedida, o ideal é recorrer ao programa o quanto antes.
Nessa coluna irei apresentar o Recuva, um programa gratuito, que pode ser instalado tanto no Windows XP, quanto no Windows 7. Além de uma interface amigável, ele está disponível em português.
Você pode fazer o download do Recuva no site do Baixatudo. Se preferir, existe também a versão portátil, que, além de não necessitar instalação, pode ser usada a partir de um pendrive. Após a sua instalação, execute o aplicativo. Se o dispositivo que você deseja efetuar a tentativa da recuperação dos dados for externo, conecte-o em seu computador.
Irei demonstrar a recuperação de arquivos num pendrive que recém foi formatado. Vale salientar que, em caso de formatação, parte dos arquivos perdidos podem ter sido sobrescritos na gravação do novo sistema de arquivos, o que inviabilizaria a recuperação dos dados perdidos.
Inicie o Recuva. O aplicativo oferece um assistente que permite ao usuário definir a o local de pesquisa.


É possível fazer uma varredura em busca de arquivos removidos não só num dispositivo de armazenamento externo. O programa permite a definição de uma pasta específica, incluindo a própria lixeira do Windows. Quanto maior for a abrangência da pesquisa, maior será o tempo necessário para a sua conclusão. Dependendo do tamanho a ser pesquisado, esse procedimento pode levar horas. Para indicar um local específico, clique em Navegar e vá até o local conforme a sua escolha e após clique em Avançar. Para iniciar o processo marque a opção Habilitar a Verificação Profunda e clique em Iniciar.
Aguarde enquanto o programa pesquisa e verifica a integridade dos arquivos. Ao término da varredura será exibida uma tela com os arquivos que foram localizados. Para cada arquivo haverá um indicador colorido. Cor verde indica que o arquivo pode ser recuperado com total integridade; cor laranja indica que o arquivo pode ser recuperado parcialmente; cor vermelha indica que o arquivo já foi sobrescrito, portanto não será possível recuperá-lo.
Arquivos localizados que poderão ser recuperadospelo programa. (Foto: Reprodução)Entre os arquivos que estiverem disponíveis, selecione os que deseja recuperar. Também é possível selecionar todos. Após selecionados, defina o local em que os arquivos serão restaurados.
O procedimento descrito aqui na coluna é bem simplificado e por conta disso a sua eficácia, ainda que comprovada, pode não ser a ideal para situações extremas. Existem empresas que atuam no mercado e são especializadas na recuperação de dados. Por se tratar de um procedimento complexo e com um aparato apropriado, em muitos casos o sucesso da recuperação de dados é mais abrangente do que o descrito aqui. Entretanto, esta dica é bastante útil e sem custos para a necessidade de muitos usuários domésticos.
* Ronaldo Prass é programador de sistemas sênior e professor de linguagens de programação em cursos de extensão universitários. É ao mesmo tempo um entusiasta do software livre e macmaníanco. Nem por isso deixa de conferir o que está rolando nas outras tecnologias. Na coluna “Tira-dúvidas”, ele vai dar dicas para tornar o uso do computador mais fácil e divertido, além de responder as dúvidas dos leitores na seção de comentários.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A censura à internet nos EUA
Do Blog do Noblat
EUA: censura à internet pode estar a caminho
André Machado, O Globo
Está em tramitação no Congresso americano um projeto de lei que pode sacudir a internet. Se aprovada, a lei, batizada como Combating Online Infringement and Counterfeits Act, daria poder ao governo dos Estados Unidos de mandar bloquear qualquer site ou domínio que hospede conteúdo violando direitos autorais.
E não é só essa a ameaça à privacidade na rede mundial. Segundo o jornal "The New York Times", diretores do FBI, a polícia federal americana, já se reuniram com executivos da Google e do Facebook, entre outras empresas, para discutir uma proposta que torne mais fácil grampear internautas.
Os agentes querem reforçar uma lei de 1994 chamada Communications Assistance for Law Enforcement Act, para enquadrar mais as empresas do mundo on-line.
Segundo essa lei, as operadoras de telecomunicações e os provedores de internet e banda larga devem estar sempre dispostas a cumprir ordens judiciais que exijam escutas telefônicas, e o FBI quer estendê-las também a gigantes como Google e Facebook, já que as pessoas cada vez mais usam suas ferramentas para se comunicar on-line.
Meio-termo seria a solução
Para o advogado especializado em direitos autorais na era digital Renato Opice Blum, essa movimentação ilustra muito bem a difícil tarefa dos governos de legislar em cima da rapidez da tecnologia.
- O legislador precisa buscar o equilíbrio. Há sites que contêm coisas ilegais, mas também apresentam conteúdo legal - diz Blum. - O YouTube, por exemplo. Pode apresentar conteúdo que viole copyright, mas também tem muitos vídeos legítimos. Por isso, é preciso que a lei dose seu veneno, ou sua vacina.
De acordo com o advogado brasileiro, o projeto americano tem como alvo os sites que flagrante e repetidamente se dedicam a violar o direito autoral.
- A lei brasileira prevê o fechamento e responsabilização civil e criminal de sites pela chamada "infração por contribuição", mas é preciso separar o que é legal e ideal na mesma plataforma - explica Blum. - É preciso ter um meio-termo, que no Brasil é a ação inibitória, a qual permite retirar de um site o conteúdo que viole direitos, mas não fechar o site em si.
Nos EUA, entidades defensoras da liberdade de expressão já iniciaram uma grita contra o projeto de lei, apresentado pelo senador democrata Patrick Leahy, do estado de Vermont. A Electronic Frontier Foundation (EFF), por exemplo, chegou a compilar uma lista de sites que terão de sair da rede se o projeto for aprovado. É o caso de páginas como o Rapidshare ou o Mediafire, que permitem uploads dos próprios usuários, ou blogs de MP3 e sites de remixes musicais.
Para a EFF, hoje, apesar da repressão, ainda há um equilíbrio entre "as punições devido ao copyright violado e à liberdade dos sites de inovar". Com a nova lei (sem falar na iniciativa do FBI), os grupos de defesa das liberdades civis on-line acreditam que será instaurada de vez uma censura prévia na rede.
Brian Contos, diretor de Estratégia de Segurança Global e Gestão de Risco da McAfee, diz ao GLOBO que o projeto de lei americano, de fato, gera preocupações em relação à censura.
- Há sempre uma preocupação com o que é censurado agora e o que será censurado depois - diz Brian. - Pense nos filmes. Censura-se uma cópia pirata hoje, daqui a pouco um blog com posts negativos sobre filmes amanhã e no dia depois de amanhã pode ser um site de um estúdio concorrente produzindo um filme parecido.
Professor sugere debater o assunto
Contos explica que existem duas "listas negras" sendo debatidas no governo dos EUA. Uma vem do procurador-geral e outra da Suprema Corte.
- E quem garante que não haverá mais listas negras no futuro? Poderiam ser geradas por diversos grupos, até de fora do governo, e bloquear cada vez maiores listas de conteúdos - vaticina. - Os controles sugeridos para os servidores de nomes de domínio nos EUA e a inclusão em listas negras equivalem a botar curvas numa estrada para evitar que os motoristas corram. Isso vai barrar tentativas básicas de acessar os sites, pelo menos no começo. Mas não será uma solução abrangente. Logo aparecerão formas de acessar os sites.
Ele acredita que qualquer lei sobre esse assunto só dará certo se houver discussões bem mais detalhadas envolvendo todos os setores.
- Me parece que há algo podre aí, e é preciso debater se realmente isso deveria ser feito e, em caso positivo, como deveria ser feito.
O projeto de lei foi duramente atacado nos EUA pelo professor de Direito David Post, da Universidade de Temple. Ele escreveu que "se virar lei, o projeto alterará fundamentalmente a política americana sobre a expressão na internet, e criará um perigoso precedente com sérias consequências em potencial para a liberdade de expressão e a liberdade da internet global". Isso porque o projeto de Leahy prevê a ação do governo contra os domínios "mesmo que tal nome de domínio não esteja localizado nos EUA".
Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-censura-a-internet-nos-eua?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
