terça-feira, 30 de março de 2010

Aparelhos de TV 3D devem custar R$ 1.350, dizem britânicos


da Folha Online

Uma pesquisa feita pela internet com britânicos sugere que 53% dos consumidores não querem pagar mais que 499 libras (R$ 1.350) por aparelhos de TV 3D, cujos preços no Reino Unido gravitam em torno de 2.000 libras (R$ 5.430). As informações são do jornal "The Daily Telegraph" desta segunda-feira (29).

No Brasil, a primeira rede a trazer a tecnologia é a Fnac. O preço mínimo de um aparelho com a tecnologia é R$ 7 mil.

Bebeto Matthews -10.mar.10/AP

Pesquisa feita pela web com britânicos sugere que 53% deles não querem pagar mais que 499 libras

Apenas 1,4% dos consumidores britânicos declarou que está disposto a pagar 2.000 libras por um aparelho, de acordo com a projeção.

A pesquisa, que foi conduzida pelo site VoucherCodes.co.uk, indica que 28,6% dos entrevistados disseram que gostariam de comprar uma TV 3D, mas que os preços atuais estão muito altos. Mais da metade (53%) diz que estaria disposta a pagar 499 libras.

São os filmes que mais encorajam os britânicos na adoção da tecnologia: 43% afirmaram que gostariam de assisti-los na tecnologia mais do que qualquer outra coisa, seguidos por programas de TV sobre natureza (12%), e por futebol (11%).

Outros 26% disseram que estão felizes com duas dimensões. E 19% afirmaram que o 3D deve ser uma moda rápida.

Apple deve trazer novo modelo de propaganda para o iPad


da Folha Online

A Apple possui uma plataforma que vai permitir anúncios personalizados para iPhone, iPod e para o iPad, segundo informa o site da revista Wired na segunda-feira (29).

De acordo com "executivos familiarizados com o plano", a Apple espera que o novo modelo tenha um impacto significativo em relação aos negócios feitos para os seus dispositivos.

John G. Mabanglo -27.jan.10/Efe

Apple anunciou uma diferença que vai estar disponível no seu catálogo para dispositivos

Na companhia, Steve Jobs estaria dizendo que se trata da "próxima grande coisa", cujo nome seria iAd ("Ad" é a forma concisa para "propaganda", em inglês).

As propagandas seriam distribuídas de acordo com a localização geográfica do usuário, com o uso de informações impessoais e identificáveis, em relação ao usuário.

Trudy Muller, porta-voz da Apple, disse que a empresa não comenta rumores e especulações.

Há três meses, a Apple adquiriu a empresa Quattro Wireless, cujo enfoque é em propaganda móvel.

Segundo a companhia Morgan-Stanley, a Apple deve vender entre oito e 10 milhões de unidades de iPad.

Ao menos cem aplicativos estarão disponíveis para iPad

Ao menos cem aplicativos estarão disponíveis para iPad

da Folha Online

Atualizado às 09h26.

A Apple aprovou pelo menos cem aplicativos para a loja virtual iPad App Store, que será lançada neste sábado (3), quando as encomendas do tablet da Apple de fato começarão a chegar.

Entre os aplicativos disponíveis, estão uma interface que facilita o uso do microblog Twitter; um para jogar Sudoku; um game de corrida, outro de voo; Pacman; outros cinco games da empresa Pangea, incluindo um sobre dinossauros; um sistema de recepção de notícias da agência Reuters; e mais de um simulador de piano.

No entanto, o aplicativo que a Amazon anunciou que desenvolveria para o iPad não está na lista de aprovados pela Apple fornecida pelo site TechCrunch.

Na semana passada, a livraria on-line revelou que estava fabricando um aplicativo de seu leitor eletrônico Kindle para o tablet da Apple, assim como para outros tablets que devem ser lançados neste ano.

No dia 19 de março, começou a circular um e-mail enviado pela Apple aos desenvolvedores, dizendo que passaria a aceitar aplicativos para seu iPad. Era um convite para que submetessem seus aplicativos para aprovação da empresa.

O envio deveria acontecer até o dia 27 deste mês se os desenvolvedores quisessem fazer parte do lançamento mundial do produto.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Livro apresenta dicas para conhecer pessoas interessantes na internet

Livro apresenta dicas para conhecer pessoas interessantes na internet

JULIANA FARANO
colaboração para a Livraria da Folha

Você acredita na possibilidade de engatar um romance sério com alguém que conheceu pela internet? Não? Então saiba que milhares de pessoas discordam de você. Hoje em dia, é cada vez maior o número de homens e mulheres que procuram as redes de relacionamento online para arrumar companhia, seja uma amizade sincera, um namoro ou, quem diria, até casamento.
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Autores dão dicas para se dar bem na paquera pela internet
Autores dão dicas para se dar bem na paquera pela internet

A relação de José Antonio Ramalho e Daniela Mantegari começou assim. Ele, jornalista, propôs uma matéria sobre sites de relacionamento para uma revista e, quando a pauta foi aceita, cadastrou-se em alguns para dar início a uma pesquisa. Um dia, Daniela, que já utilizava o site há algum tempo, notou que um homem interessado em ciclismo --um de seus hobbies-- havia visitado sua página. Ela não hesitou e mandou uma mensagem. O destinatário? Ramalho. Depois de algumas trocas de e-mails e conversas pelo Messenger, eles resolveram se encontrar pessoalmente e, logo de cara, surgiu uma empatia mútua. O namoro foi inevitável.

Depois de quase um ano juntos, o casal resolveu escrever a quatro mãos o livro "Amar.com" e abrir o mundo dos sites de relacionamentos para todos os possíveis interessados.

Na publicação, eles apresentam todas as etapas do romance online. Segundo o casal, o primeiro passo é escolher o site. Para isso, Ramalho explica que é possível utilizar a versão gratuita de várias redes antes de decidir em qual delas irá mesmo se cadastrar. "Depois, é imprescindível pagar a mensalidade para ter acesso a todas as funções que portal oferece", explica.

Depois do cadastro feito, é hora de elaborar o perfil. Este momento, de acordo com os autores, é crucial. "A pessoa deve se posicionar e deixar bem claro o que ela quer, sempre sendo breve e direto", orienta Daniela. Uma das regras mais preciosas para se dar bem na paquera online é ser honesto, tanto na descrição física, quanto nas preferências. "Não adianta falar que gosta de música clássica só para impressionar um possível pretendente", diz Ramalho. "O máximo que vai acontecer é a pessoa ir a um encontro e ter que conversar sobre um assunto que ela não gosta e nem domina. É preciso ser honesto com você mesmo e também com quem irá ler seu perfil", acrescenta.

Outro ponto importante é não contar a vida inteira no perfil ou então logo no primeiro e-mail que enviar ao pretendente. Afinal, é preciso deixar um pouco de papo pro encontro real. Aliás, para não criar expectativas muito altas em relação aos paqueras, Ramalho aconselha a abreviar ao máximo o momento cara a cara. "Dessa forma, a chance de se decepcionar é menor", diz.

Quando a paquera sai do virtual para o mundo real, é preciso ter cuidado. "Você não tem muitas referências da pessoa, logo, vai combinar algo em um lugar público, como um café ou uma livraria", aconselha Daniela. "Essas recomendações servem para qualquer encontro, e não só os da internet", afirma.

Em "Amar.com", os autores dão dicas valiosas para quem quer se dar bem no romance online. Eles ensinam a criar um perfil atraente, buscar parceiros compatíveis, se preparar para o primeiro contato, entre outras coisas, além de relatar casos reais de pessoas que construíram um relacionamento estável dando o primeiro passo pela internet. Ramalho e Daniela ainda mantém contato direto com os leitores através do site www.livroamar.com.

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"Amar.com"
Autor: José Antônio Ramalho e Daniela Mantegari
Editora: Editora Gente
Páginas: 144

Autor analisa influência do Google em todos os setores da sociedade

Autor analisa influência do Google em todos os setores da sociedade

da Livraria da Folha

Quase todo mundo já ouviu a piada: "Não tem no Google? Então não existe!". No livro "O Que a Google Faria?", o proprietário de um dos blogs mais populares e respeitados da web sobre internet e mídia, Jeff Jarvis, defende exatamente isso.
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Blogueiro renomado e pioneiro discute a influência do Google
Blogueiro renomado e pioneiro discute a influência do Google

O autor, que também é colunista do "Guardian" e criador da "Entertainment Weekly", mostra como pensar de maneiras originais, enfrentar novos desafios, resolver problemas com soluções criativas, enxergar oportunidades e entender com outra perspectiva a estrutura da economia e da sociedade, ou seja, ver o mundo como o Google o faz.

Ao longo da obra, o autor interpreta as regras ditadas pelo Google com as quais devemos viver e fazer negócios em qualquer setor da sociedade, ilustra como essas leis podem ser aplicadas a diferentes empresas e analisa como o pensamento imposto pela empresa afeta nossas vidas e o futuro.

No trecho extraído do livro, Jarvis fala sobre o fenômeno dos links. Ele explica como o ato de linkar modificou os antigos papéis e criou novos em todos os tipos de área de atuação, chegando a fazer a seguinte comparação: "O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento". Veja abaixo.

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NOVA ARQUITETURA

O link muda tudo

Na manhã de 11 de setembro de 2001, eu estava no último trem que saiu de Nova Jersey em direção ao World Trade Center, e cheguei pouco depois de o primeiro avião de terroristas ter acertado a torre norte. Embora eu não trabalhasse como repórter havia anos, eu ainda era jornalista e trabalhava para uma agência de notícias, então decidi ficar por perto do que era claramente uma grande reportagem - ainda não havia percebido o quão grande ou perigosa. Fiz anotações no local e conversei com sobreviventes, enviando relatórios para os sites e jornais de notícias do meu empregador. Uma hora depois, eu estava a cerca de uma quadra do World Trade Center quando a torre sul desabou. A nuvem de destruição foi mais rápida que eu. Cego por causa dos escombros e coberto por eles, fui abençoado ao encontrar refúgio no prédio de um banco. Depois consegui caminhar até a Times Square, onde escrevi minha reportagem e, finalmente, graças a Deus, consegui ir para casa.

No dia seguinte, eu tinha mais coisas a dizer sobre o que havia visto e sentido e as notícias sobre o assunto, então decidi criar um blog. Eu havgia lido blogs. E também tinha conseguido o investimento do meu empregador na empresa que criou o Blogger e popularizou o formato (o Blogger foi comprado pela Google em 2003). Ainda não havia escrito um blog, porque achava que não tinha nada a dizer. Depois do 11 de setembro, eu tinha. Então planejei escrever o blog durante algumas semanas, até não ter mais assunto.

Mas, depois de escrever os primeiros posts, aprendi uma lição que mudaria para sempre minha visão da mídia e minha carreira, e que acabou me levando a este livro. Alguns blogueiros de Los Angeles leram o que escrevi, escreveram sobre o assunto em seus blogs e colocaram links para mim. Correspondi e coloquei link para eles. Naquele momento, um gongo ecoou na minha cabeça. Percebi que estávamos conversando - era uma conversa distribuída, que acontecia em locais diferentes em momentos diferentes, uma conversa possibilitada pelos links. Em pouco tempo, por intermédio da busca no Google, encontrei outras ocorrências de discussões sobre o 11 de setembro e o que eu estava escrevendo. Vi uma nova estrutura de mídia: de mão dupla e colaborativa. Percebi que essa estrutura redefinida o comércio, o marketing, a política, o governo, a educação - o mundo. O link e a busca criaram os meios para se encontrar qualquer coisa e conectar todo mundo. Agora todos podiam falar e todos podiam ouvir. Permitiriam que as pessoas se organizassem em torno de qualquer interesse, tarefa, necessidade, mercado ou causa. O link e a busca iniciaram uma revolução tinha apenas começado.

Meg Hourihan, uma das criadoras do Blogger, escreveu um artigo inovador em 2002, explicando os tijolos desse novo sistema (você pode encontrá-lo fazendo uma busca no Google pelo título "What We're Doing When We Blog"). Hourihan argumentava que a unidade atômica da mídia online não era mais a publicação ou a página, com suas pressuposições da velha mídia, mas o post no blog, que normalmente contém uma ideia à parte. Casa post tem um permalink, um endereço onde pode ser encontrado eternamente, para ser linkado de qualquer lugar. Hourihan percebeu que o permalink era um método de organizar as informações e um modo de construir redes sociais com nossas conversas distribuídas. Foi isso que aconteceu quando os blogueiros de Los Angeles linkaram meus posts. Tivemos uma conversa, ficamos amigos e chegamos a fazer negócios juntos. Nossos links nos conectaram. "Assim como no caso do discurso livre", escreveu Hourihan, "o que dizemos não é tão importante quanto o sistema que nos permite dizê-lo".

Esses sistema exige que tudo sobre você, seu produto, sua empresa e sua mensagem tenham um lugar online com um endereço permanente, de modo que as pessoas possam buscar e encontrar você, depois apontar para você, responder e até mesmo distribuir o que você tem a dizer. Mais do que uma home page, é um lar para cada pedacinho do que você faz. Por meio do que você expressa online, você se reúne a outras pessoas - amigos, clientes, eleitores - em redes possibilitadas por links, redes construídas em plataformas como Blogger e Google. Agora você pode se conectar com pessoas diretamente, sem intermediários. O link e a busca são fáceis de usar, mas seu impacto é profundo.

Faça o que você faz melhor e coloque links para o restante

O link muda todas as empresas e instituições.

É mais fácil ilustrar seu impacto sobre as notícias. Se o negócio de notícias fosse inventado hoje, depois do link, tudo relacionado a elas - o modo como são coletadas e compartilhadas e até mesmo a maneiras de estruturar uma história - seria diferente. Por exemplo, na imprensa, os repórteres são instruídos a incluir um parágrafo com um histórica que resume tudo o que aconteceu antes desse artigo, para o caso de algum leitor ter perdido parte da história. Mas, online, os repórteres podem colocar links para a história em vez de repeti-la, porque um leitor pode precisar saber mais do que um parágrafo poderia transmitir, enquanto outro leitor, já informado, pode não querer perder tempo com repetições. Existem outros usos para os links. Ao citar uma entrevista, o artigo não deveria linkar a transcrição ou o site do entrevistado? Se outra organização de notícias consegue tirar a única foto de um evento, os leitores não deveriam esperar que uma história completa linkasse essa foto?

O link muda a estrutura e a economia de uma organização de notícias. Os jornais não precisam ter seus próprios jornalistas que escrevem sobre golfe, porque é mais fácil e mais barato colocar um link para sites de esportes com melhores coberturas de campeonatos - liberando recursos que seriam mais bem usados localmente. Os jornais não precisam de um crítico local de cinema porque os filmes são nacionais, e todos nós somos críticos. Os jornais não deveriam dedicar recursos às notícias pasteurizadas que já conhecemos. Eles precisam encontrar uma nova eficiência com base nos links.

O link muda a estrutura do setor. Se um jornal pretende se destacar - se quer que as pessoas encontrem seu conteúdo através de buscas e links -, precisa criar histórias com valor sem igual. Se quiserem sobreviver, os jornais devem concentrar seus recursos onde estes são importantes, direcionando os leitores a outros jornais oara que eles vejam o restante das notícias. Em resumo: faça o que você faz melhor e coloque links para o restante.

Além do caso da mídia, os varejistas deveriam colocar links para fabricantes com informações sobre os produtos. Os fabricantes devem colocar links para clientes que estão falando sobre seus produtos. Autores devem colocar links para especialistas (seria ótimo se livros aceitassem links). Caçadores de talentos, conferências, associações comerciais e universidades devem usar links para conectar pessoas que compartilham necessidades, conhecimento e interesses.

Em quase todos os setores e instituições, o link força a especialização. A ideia de fornecer um produto de tamanho único que faz tudo para todas as pessoas é vestígio de uma era de isolamento. Naquela época, os texanos não conseguiam obter notícias diretamente do The New York Times, do Guardian ou da BBC, mas hoje eles podem. Os moradores de Chicago não conseguiam comprar online na HotSauce.com. Essa mesma pressão pela especialização tem eliminando as lojas de departamento generalistas - primeiro por concorrentes de nicho nos shoppings e, agora, com varejistas online altamente focados. Servir às massas, como vamos explorar, não é mais o objetivo final das empresas. Servir a massas de nichos direcionadas - como o Google faz - é o futuro.

A especialização gerada pelo link fomenta a colaboração - eu faço o que faço e você preenche as lacunas. Isso cria novas oportunidades de organização - quando existem centenas de lojas de iluminação online ou milhares de sites sobre Paris, há a necessidade de alguém para organizá-las, linkando as melhores. E a especialização cria uma demanda por qualidade - se você quer se concentrar em um mercado ou serviço, é melhor ser o melhor para que as pessoas coloquem links para você, de modo que você suba nos resultados do Google e as pessoas possam encontrá-lo e clicar no seu site.

No varejo, na mídia, na educação, no governo e na saúde - em tudo -, o link fomenta a especialização, a qualidade e a colaboração, além de alterar os antigos papéis e criar novos. O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento. O Google faz os links funcionarem. A Google é a U.S. Steel da nossa época.

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"O Que a Google Faria?"
Autor: Jeff Jarvis
Editora: Manole
Páginas: 250

Veja dicas para candidatos e eleitores se darem bem nas campanhas pela internet

Veja dicas para candidatos e eleitores se darem bem nas campanhas pela internet

da Folha Online

Saiba como a internet transformou os processos eleitorais
Saiba como a internet transformou os processos eleitorais

Há quase 50 anos, a televisão é considerada a arma mais poderosa nas campanhas eleitorais. Na última década, porém, a internet assumiu um papel fundamental na política. A chegada de Obama à presidência dos EUA impulsionou de vez o uso da rede e das mídias sociais como ferramenta de comunicação para candidatos e partidos.

Em "Eleições 2.0" (Publifolha, 2009), Antonio Graeff mostra como essa mudança não tem a ver só com o uso das mídias sociais pelos candidatos --tem a ver com seu uso pelos cidadãos.

O uso de blogs, YouTube, Wikipédia e Orkut tornou-se ferramenta essencial de comunicação e representa a descentralização da informação, fator que não pode mais ser ignorado.

No trecho abaixo, o autor fala sobre como o contato mais próximo dos eleitores e candidatos e dá dicas preciosas a ambos.

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A internet adota os vereadores

É comum pensar que o candidato vitorioso em votações é aquele que recebeu os votos da maioria dos eleitores. Mas, no Brasil, isso não é verdade no caso das eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal.

Em São Paulo, por exemplo, nas eleições de 2008, os 55 vereadores eleitos receberam um total de 2.160.289 votos de um universo de 8.198.282 eleitores. Ou seja: a maior parte dos eleitores não elegeu seu candidato e pode ficar com a impressão de que não tem representante na Câmara Municipal e "perdeu" seu voto.

Pensando nisso, poucos dias depois da divulgação dos vereadores eleitos em São Paulo, o jornalista e âncora do programa de rádio CBN São Paulo, Milton Jung, lançou um desafio aos ouvintes: escolher um dos vereadores eleitos - independentemente do vereador em quem se votou - e passar a acompanhar seu trabalho na Câmara Municipal. Nasci o movimento "Adote um Vereador".

Em pouco tempo, vários ouvintes aceitaram o desafio e aderiram ao movimento. Sem que houvesse nenhuma sugestão nesse sentido, alguns deles criaram blogs para divulgar as informações que iam levantando a respeito dos vereadores adotados.

Como é comum em iniciativas envolvendo a internet, o movimento ganhou vida própria. Os participantes criaram e passaram a se comunicar usando um grupo de discussão por e-mail. Um deles criou um wiki (http://vereadores.wikia.com/) - quer dizer, um site cujo conteúdo pode ser facilmente editável por qualquer um dos visitantes - que passou a funcionar como central de informações e ponto de encontro dos interessados no movimento. Aos poucos, o wiki foi sendo recheado com informações como a biografia e o currículo dos vereadores, seus projetos e propostas.

Conforme a notícia sobre o movimento foi se espalhando, pessoas fora de São Paulo passaram a adotar vereadores nas câmaras municipais de suas cidades, criar blogs e incluir no wiki informações sobre eles.

Sinalizando que a convivência com esse tipo de movimento deve ser pacífica, alguns vereadores de São Paulo já convidaram seus "adotantes" a visitar a Câmara e se comprometeram a manter canais de comunicação abertos com os blogs e com o movimento.

Sites com informações sobre políticos e candidatos não são novidade no Brasil. A Transparência Brasil (http://www.transparenciabrasil.org.br) - organização não-governamental comprometida com o combate à corrupção na política -, por exemplo, mantém o site "Excelências" (http://excelencias.org.br), com informações sobre ocupantes de vagas no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais das principais capitais. Também possui o projeto "Às Claras" (http://www.asclaras.org.br), com informações sobre o financiamento de campanhas eleitorais desde 2002.

Mais do que levantar e publicar informações sobre os vereadores, o que é inédito no "Adote um Vereador" é o caráter grassroots da iniciativa e a criação de uma rede de pessoas interessadas em acompanhar mais de perto os processos democráticos e decisões que as afetam diretamente.

O contato mais próximo com os representantes eleitos deve contribuir também para combater a "falta de memória" e a indiferença do eleitor brasileiro; Alguns dos efeitos desse tipo de movimento só devem ser sentidos nas próximas eleições, quando teremos mais eleitores bem-informados e participantes.

Dicas

Não existem fórmulas mágicas que garantam bom desempenho de uma campanha eleitoral na internet. Mas algumas dicas simples - para candidatos e eleitores - podem ajudar.

Para os candidatos:

* um bom site de campanha é apenas um começo. Vá até os eleitores nos sites, redes sociais e comunidades online que ele já freqüenta;

* inclua as ações online e de mídias sociais desde o começo do planejamento da campanha e trabalhe-as de maneira integrada;

* aproveite a grande oferta de boas ferramentas livres e gratuitas. Mas lembre-se de que as ferramentas são só um primeiro passo e dificilmente representam um diferencial relevante;

* para atingir os eleitores mais jovens, um veículo eficiente é o vídeo online;

* use o celular como forma de ampliar o alcance da campanha online além da internet;

* só abra novas frentes de campanha em canais online se tiver como participar de fato e ouvir, responder e se relacionar com os eleitores;

* aproveite toda comunicação online para gerar resultados fora da internet. Sugira tarefas e forneça os meios para os simpatizantes se envolverem;

* identifique, incentive e abrace iniciativas criadas fora da campanha;

* não subestime o eleitor jovem e conectado.

Para os eleitores

* use a internet para ir além da propaganda eleitoral e da cobertura da mídia tradicional. Descubra quem são os candidatos. Veja se ele já ocupou algum cargo eletivo, se cumpriu os compromissos das campanhas anteriores ou esteve envolvido em escândalos;

* crie blogs, participe de comunidade online e demonstre seu apoio a um candidato sem cair na armadilha das discussões vazias e troca de insultos;

* uma das grandes vantagens das mídias sociais é permitir a experimentação rápida e barata. Se pensar em uma forma de apoiar seu candidato pela internet, não espere autorização. Coloque a ideia para funcionar e mostre na prática os resultados.

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"Eleições 2.0"
Autor: Antonio Graeff
Editora: Publifolha
Páginas: 64

Projeto de lei prevê multa para spammers

25/03/2010 - 10h04
Projeto de lei prevê multa para spammers


RAFAEL CAPANEMA
da Folha de S. Paulo

Um projeto de lei em tramitação no Senado pretende proibir o envio de mensagens eletrônicas comerciais não solicitadas.

Semelhante a diretivas antispam em vigor na União Europeia, o projeto de lei 21/04, de autoria do então senador Duciomar Costa (PTB-PA), atual prefeito de Belém, prevê multas de R$ 50 a R$ 1.000 pelo envio de mensagens eletrônicas não solicitadas.

O texto aprovado, um substitutivo escrito pelo relator do projeto, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), recebeu parecer favorável de duas comissões do Senado e ainda será examinado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática.

"Na prática, é muito difícil responsabilizar alguém por spam comercial no Brasil", afirma o advogado Renato Opice Blum, especializado em direito eletrônico.

Na falta de legislação específica, recorre-se aos princípios gerais do direito. Em 2005, um homem de Joinville (SC) foi indenizado por danos morais porque uma editora de revistas continuou a enviar mensagens pornográficas para seu e-mail de trabalho, mesmo diante de seus pedidos para que a prática cessasse. A vítima alegou que, por conta disso, recebeu advertências.

Autorregulamentação

Uma iniciativa de autorregulamentação, o Capem (Código de autorregulamentação para prática de e-mail marketing; www.emailmarketinglegal.com), estabelece que e-mails de marketing só devem ser enviados se solicitados ou se o remetente tiver uma relação comercial ou social prévia com o destinatário.

Segundo o advogado especialista em internet Marcel Leonardi, além dos golpes para roubo de informações pessoais e de sobrecargas em sistemas de computador, o spam prejudica a credibilidade do e-mail como ferramenta de comunicação.

"Pouquíssimos bancos mantêm contato com clientes exclusivamente por e-mail porque hoje é muito comum receber mensagens fajutas de banco", afirma.

Segundo a Febraban, os bancos brasileiros investem cerca de R$ 1,6 bilhão por ano em segurança de transações bancárias, o equivalente a 10% do orçamento total de tecnologia.

Os maiores avanços vieram com a instituição de tokens eletrônicos, espécie de chaveiro que gera códigos aleatórios que impedem que uma terceira pessoa confirme a operação mesmo que tenha a senha. Hoje, investe-se também em tecnologias como a biometria, que "lê" a mão do cliente e impede a transação por terceiros.


Colaborou TONI SCIARRETTA