sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

França entra na corrida pela digitalização de livros



Foto mostra uma edição do século XVI das previsões de Nostradamus, primeiro livro digitalizado pelo Google, na Biblioteca Municipal de Lyon. A empresa europeia Safig está agora digitalizando livros com funcionários e sistemas automatizados para criar uma biblioteca online.
REUTERS/Robert Pratta/Files 21/01/2010


França entra na corrida pela digitalização de livros
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


Por Sophie Hardach
LA CHATRE, França (Reuters) - Em meio às amplas campinas na área central da França, uma equipe de especialistas em informática está preparando a herança literária da Europa para a era digital.
Em termos menos glamurosos, isso significa que na prática eles ganham a vida virando páginas.
A empresa para a qual trabalham, a Safig, é uma das poucas na Europa a digitalizar livros, usando funcionários e sistemas automatizados para virar as páginas.
Isso dá a ela uma posição privilegiada frente ao plano francês para criar uma imensa biblioteca online e negociar um acordo sobre livros digitais com o gigante norte-americano da Internet Google.
"Vivemos um período delicado em termos políticos", disse Christophe Danna, o líder do projeto, em referência ao processo.
"Qualquer que venha a ser o resultado, ele determinará o futuro do mercado de livros", disse ele à Reuters, diante de um cenário formado por scanners que zuniam discretamente e braços robotizados que viravam páginas.
Os fãs do projeto francês de 750 milhões de euros (um bilhão de dólares) para digitalizar o acervo das bibliotecas e museus o encaram como um misto de orgulho cultural e estratégia industrial -- Bruno Racine, presidente da Bibliothèque Nationale de France, por exemplo, também é consultor estratégico da aliança militar Otan.
Os céticos apontam que os 10 milhões de livros digitalizados pelo Google ofuscam os esforços franceses realizados até o momento, como o contrato trienal da Safig para digitalizar 300 mil livros para a Bibliothèque Nationale.
Um possível desfecho seria um acordo com o Google que aceleraria a digitalização em massa de volumes.
"É mais ou menos como uma fábrica. Não fazemos carros, mas existe um forte paralelo", disse Danna. A Safig recebe por página, quer o livro seja um clássico literário ousado ou o código belga de leis sindicais -- um dos volumes amarelados que aguardava digitalização no local.
Alguns analistas veem um segundo paralelo: como na indústria automobilística, a França vem sendo acusada de protecionismo com empresas estrangeiras do setor, ao reordenar um mercado editorial que movimenta quatro bilhões de euros ao ano.
(Editing by Georgina Prodhan and Sara Ledwith)

China minimiza disputa com Google, antes de discurso de Hillary

China minimiza disputa com Google, antes de discurso de Hillary
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Ralph Jennings
PEQUIM, 21 de janeiro (Reuters) - A disputa entre o Google e a China não deveria ter "interpretação exagerada" ou ser vista como influência sobre os elos entre a China e os Estados Unidos, disse o vice-ministro do Exterior do país asiático na quinta-feira, antes de um discurso planejado pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, sobre liberdade na Internet.
O discurso de Hillary, que deve ser proferido em Washington na quinta-feira, pode ser visto em Pequim como um desafio, uma semana depois que o gigante das buscas Google anunciou ter sido alvo de um sofisticado ataque de ciberespionagem na China.
"O incidente no Google não deve ser vinculado às relações bilaterais, ou estar sendo interpretado de forma exagerada", afirmou o vice-ministro He Yafei, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.
"Nesse ano de governo do (presidente Barack) Obama, o desenvolvimento das relações entre China e EUA foi basicamente estável", disse He, de acordo com o site do jornal China Daily (www.chinadaily.com.cn).
Ele pareceu tentar minimizar as potenciais consequências da disputa com o Google, que pode agravar as tensões com Washington quanto ao comércio, política cambial, direitos humanos e mudança climática.
"O governo chinês encoraja o desenvolvimento da Internet na China, mas as leis chinesas precisam ser respeitadas", disse He em comentário a jornalistas chineses que o site do China Daily publicou.
"Se o Google ou outras empresas estrangeiras tiverem qualquer problema na China, este deverá ser resolvido de acordo com as leis chinesas, e o governo chinês está disposto a ajudar na solução de seus problemas."
O Google disse que pode fechar seu site em chinês, o Google.cn, e seus escritórios na China, depois de um ataque computadorizado que se originou na China e também atingiu outras empresas.
A companhia afirmou também que discutirá com o governo chinês formas de oferecer um serviço de buscas sem censura, ou sairia do país. As buscas sobre assuntos politicamente sensíveis no Google.cn continuam em larga medida censuradas.

Oracle ganha aval da União Europeia para comprar Sun

Oracle ganha aval da União Europeia para comprar Sun
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

BRUXELAS, 21 de janeiro (Reuters) - A companhia norte-americana de software Oracle obteve nesta quinta-feira aprovação incondicional da União Europeia para a compra da fabricante de computadores e produtora de software Sun Microsystems, por 7 bilhões de dólares.
A Oracle, segunda maior produtora mundial de software corporativo, recebeu luz verde em agosto do ano passado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para adquirir a Sun, criadora do Java, uma das linguagens de programação mais usadas do mundo.
A Comissão Europeia começou uma profunda investigação sobre o acordo em setembro, citando preocupações sobre o impacto competitivo na base de dados MySQL da Sun.
"Estou Satisfeita que a competição e inovação serão preservadas em todos os mercados considerados. A aquisição da Sun pela Oracle tem o potencial de revitalizar ativos importantes e criar novos e inovadores produtos", afirmou a comissária de defesa da concorrência da UE, Neelie Kroes, em comunicado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lucro trimestral do eBay supera estimativas

Lucro trimestral do e Bay supera estimativas
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SAN FRANCISCO (Reuters) - O site de leilões eBay divulgou nesta quarta-feira lucro líquido no quarto trimestre acima do esperado pelo mercado. O resultado foi beneficiado pelo forte desempenho de seu serviço de pagamentos online PayPal.
O lucro líquido da empresa no quarto trimestre totalizou 1,4 bilhão de dólares, ou 1,02 dólar por ação, acima dos 367 milhões de dólares, ou 0,29 dólar por ação, um ano antes.
Em bases ajustadas, o lucro foi de 585,8 milhões de dólares, ou 0,44 dólar por ação --comparado com previsão média de analistas de 0,40 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.
A receita trimestral aumentou 16 por cento, para 2,37 bilhões de dólares, também acima das previsões do mercado.
O eBay informou ainda que espera lucro antes de itens extraordinários em 2010 entre 1,63 e 1,68 dólar por ação, com receita de 8,8 bilhões a 9,1 bilhões de dólares no ano.
(Reportagem de Alexandria Sage)

Microsoft lançará reparo para Explorer após ataque ao Google

Microsoft lançará reparo para Explorer após ataque ao Google
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SEATTLE (Reuters) - A Microsoft anunciou que irá lançar um reparo para uma falha em uma versão antiga de seu navegador Internet Explorer que permitiu o recente ataque contra a rede do Google na China.
O reparo, que deve sair na quinta-feira, "lida com a falha relativa ao recente ataque contra o Google e um pequeno grupo de empresas", segundo o diretor de programas de segurança da Microsoft, Jerry Bryant. Depois de instalado, "consumidores estarão protegidos contra os ataques conhecidos, que foram amplamente divulgados".
O Google disse na semana passada que foi alvo de sofisticados ataques na China, junto com mais de 20 outras companhias. A Microsoft reconheceu que os hackers teriam se aproveitado de uma falha no navegador Internet Explorer 6 para montar os ataques.
A Microsoft afirmou que continua vendo a ocorrência de alguns ataques, mas os únicos que ocorrem com sucesso são contra a versão 6 do Internet Explorer. A mais recente versão do software é o Internet Explorer 8.
(Reportagem de Bill Rigby)

Hon Hai, LG e Samsung devem fornecer peças para tablet da Apple

Hon Hai, LG e Samsung devem fornecer peças para tablet da Apple
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

LONDRES (Reuters) - A fabricante de componentes Hon Hai, de Taiwan; a fabricante sul-coreana de telas LG Display; e a fabricante de chips Samsung devem ser fornecedoras importantes de componentes para o muito aguardado tablet da Apple, de acordo com o UBS.
O banco afirmou que a Hon Hai, maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo, pode montar o tablet, um aparelho com conexão à Internet maior que um celular inteligente mas menor que um netbook, que a Apple deve lançar na semana que vem.
A tela provavelmente virá da LG Display ou possivelmente da AU Optronics, afirmou o UBS em relatório nesta quarta-feira, e a Samsung deverá fornecer o processador de aplicativos para o produto da Apple.
"Já que o lançamento do tablet Apple está sendo aguardado, os fatores principais serão o cronograma e o preço, a fim de avaliar até que ponto isso pode afetar os fornecedores," afirmou o UBS.
O UBS mencionou Broadcom, Cheng Uei, Wintek, Sintek, TPK Solutions, Simplo e Dynapack como possíveis fornecedoras de outras peças.
No começo do mês, fontes familiarizadas com a situação disseram à Reuters que empresas como a AVY Precision Technology, TPK e Wintek forneceriam peças para o tablet, e disseram que os painéis de tela sensível a toque já estavam sendo embarcados.
(Reportagem de Georgina Prodhan)

New York Times vai começar a cobrar por conteúdo online em 2011

New York Times vai começar a cobrar por conteúdo online em 2011
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NOVA YORK, 20 de janeiro (Reuters) - O New York Times vai começar a cobrar pelos textos de seu site no próximo ano, marcando um esforço grande do jornal para encontrar novas fontes de receita e combater as quedas na circulação e na publicidade.
O jornal divulgou que o plano será construído em torno de um modelo mensurado que cobrará os leitores pelo acesso depois de terem acessado um certo número de artigos num mês. Os assinantes da versão impressa do jornal continuarão a ter acesso gratuito ao site.
"Esse processo de reavaliar nosso modelo de negócios também tem sido motivado por nosso desejo de obter diversidade adicional de receitas que nos tornará menos suscetíveis à inevitáveis ciclos econômicos", afirmou a presidente-executiva, Janet Robinson, em comunicado.
O anúncio confirma reportagens dos últimos dias que afirmaram que a medida estava sendo considerada pelo jornal.