terça-feira, 15 de dezembro de 2009

União Europeia está inclinada a aprovar acordo Oracle-Sun

União Europeia está inclinada a aprovar acordo Oracle-Sun
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 14:19

Por Foo Yun Chee
BRUXELAS, 14 de dezembro (Reuters) - As autoridades regulatórias da União Europeia sinalizaram que vão aprovar a tomada de controle da Sun Microsystems pela Oracle, depois que a produtora de software dos Estados Unidos prometeu medidas para aliviar preocupações de violação a regras de concorrência.
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, anunciou que está otimista quanto à possibilidade de um "desfecho satisfatório" sobre o assunto. Anteriormente, a comissão tinha objeções à aquisição, alegando possíveis restrições competitivas ao software MySQL de banco de dados, da Sun, depois da conclusão do negócio.
As ações da Sun disparavam cerca de 10 por cento, nesta segunda-feira, cotadas a 9,16 dólares, ante fechamento de 8,36 dólares na Nasdaq, na sexta-feira.
A comissão tem prazo até 27 de janeiro para aprovar ou bloquear o acordo. A aprovação evitaria divergências com o Departamento da Justiça dos EUA, que aprovou a transação.
A Oracle prometeu na segunda-feira manter o mercado aberto para que outras produtoras criassem software de armazenagem compatível com o MySQL. A empresa também afirmou que será mais aberta que os proprietários anteriores do MySQL e que não vai pedir licenças comerciais dos produtores que desenvolvem aplicações de interfaces de programação.
A Oracle também anunciou que investirá mais em pesquisa e desenvolvimento do MySQL, nos próximos três anos, do que a Sun vem fazendo, e que criará um conselho consultivo de clientes separado para os usuários do MySQL.
A Comissão afirmou em comunicado que os compromissos contratuais compulsórios assumidos pela Oracle eram "uma novidade significativa".
"Neelie Kroes, comissária europeia da competição, está otimista quanto a um desfecho positivo, mas pretende garantir que a transação não tenha impacto adverso sobre a concorrência efetiva no mercado europeu de software para banco de dados", afirma o comunicado.
O Departamento da Justiça dos EUA afirmou no mês passado que era improvável que a fusão limite a competição, depois de Kroes ter demonstrado objeção inicial ao acordo.
Críticos, porém, afirmam que as propostas da Oracle não resolvem problemas de concorrência.
"Isso é puramente cosmético, totalmente sem efeito. Nem os fornecedores de software de storage, nem os desenvolvedores de versões derivadas ou usuários empresariais terão uma base sobre a qual investir em inovação do MySQL", afirmou Florian Mueller, porta-voz do criador do MySQL, Michael Widenius.
Widenius, um dos mais respeitados desenvolvedores de software de código aberto, lançou uma campanha na Internet no final de semana para tentar obter apoio de usuários do MySQL para barrar o negócio.
A campanha de Widenius é uma resposta a uma mobilização promovida pela Oracle entre seus grandes clientes para dizer à Comissão Européia na semana passada que a compra da Sun não geraria resultados contra a competição.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brasil tem mais internautas

24 milhões de brasileiros foram incluídos no universo virtual, entre os anos de 2005 e 2008, conforme pesquisa do IBGE.
DC - 13/12/2009 - 21h06

A internet ainda é inacessível para 104,7 milhões de brasileiros, apesar dos significativos avanços do País no acesso à rede. Pesquisa divulgada sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o aumento no número de usuários, entre 2005 e 2008, ocorreu especialmente entre os mais pobres, menos escolarizados e nas regiões Norte e Nordeste.

Os locais públicos de acesso pago, como "lan houses", são os preferidos pelos internautas, que utilizam a rede, sobretudo, como meio de comunicação com outras pessoas. O levantamento se refere à população com dez anos ou mais de idade e mostra que, em três anos, 24 milhões de pessoas foram incluídas no acesso à internet no Brasil. Desse total, 17 milhões tinham renda de até dois salários mínimos, sendo que 10,6 milhões recebiam até um salário.

O total de usuários chegou a 56 milhões em 2008, com aumento de 73% ante 2005. "Esses dados mostram que o acesso está sendo democratizado", avalia o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo.

Mais democrático, mas ainda profundamente desigual e excludente. "Ainda há um número expressivo de pessoas alijadas da inclusão digital", lembra Azeredo. Ele cita informações do site especializado "Internet worldstats" (www internetworldstats.com), que mostram que, enquanto no Brasil o percentual de pessoas (dez anos ou mais de idade) com acesso à rede é de 34,8%, na América do Norte chega a 74% e, na Europa, a 52%.

O País está acima, porém, da média mundial (25,6%) e da América Latina e Caribe (30,5%). "A desigualdade de renda se reflete no acesso à internet, um País com renda tão desigual não mostraria um acesso à rede igual para todas as classes", afirma.
Ele lembra que a Coreia do Sul conseguiu universalizar o acesso para 90% da população, exatamente porque apresenta dados educacionais bem mais avançados que os brasileiros. No ano passado, 80,4% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a internet, enquanto no grupo dos sem instrução o índice não ultrapassava 7,2%.
Celular – Em 2008, mais da metade (53,8%) da população de dez anos ou mais de idade, ou seja, cerca de 86 milhões de pessoas, tinham telefone celular para uso pessoal – percentual que era de 36,6% em 2005, correspondendo a 56 milhões de pessoas, segundo o IBGE. De 2005 para 2008, o contingente que possuía celular teve aumento de 54,9%. (AE)

DC de 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Acesso à Web dispara no Brasil, mas desigualdade ameaça inclusão

REUTERS/Paulo Whitaker

Número de usuários de Internet no Brasil cresceu 75,3 por cento no país entre 2005 e 2008 e boa parte dos novos incluídos na rede pertencia à baixa renda, segundo o IBGE (foto de arquivo).
Acesso à Web dispara no Brasil, mas desigualdade ameaça inclusão
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 12:29

RIO DE JANEIRO, 11 de dezembro (Reuters) - O número de usuários de Internet no Brasil cresceu 75,3 por cento no país entre 2005 e 2008 e boa parte dos novos incluídos na rede pertencia à baixa renda, segundo o IBGE, mas a desigualdade social e educacional ainda prejudica a inclusão digital no Brasil.
Em 2008, 56,4 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais acessavam a Internet (34,8 por cento do total) contra 31,9 milhões em 2005. Enquanto isso, o ranking da Internet World Statis coloca o Brasil atrás de países da América do Sul como Argentina (48,9 por cento), Chile (50,4), Uruguai (38,3) e Colômbia (45,3).
"Os avanços de 2005 a 2008 foram fantásticos, mas ainda vivemos uma apagão digital que está ligado aos níveis de educação e distribuição de renda", declarou o coordenador de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE
Na Europa, o nível de acesso atinge 52 por cento, na Oceania 60,4 por cento e na América do Norte 74,2 por cento da população. A média da América Latina ficou em 30,5 por cento contra 19,4 por cento na Ásia.
Do total de novos usuários no Brasil, 17 milhões ganham até 2 salários mínimos per capita ao mês. "O acesso à Internet está mais democratizado no Brasil", disse o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira Azeredo
Segundo o IBGE, no ano passado o país ainda tinha 104 milhões de pessoas que não acessavam a Internet, mas o contingente diminuiu em relação a 2005, que era de 120,3 milhões de brasileiros
Nas regiões consideradas mais pobres do país, o acesso à Internet ganhou velocidade, segundo a pesquisa. Na região Norte, o total de usuários passou de 12 para 27,5 por cento da população com dez anos ou mais de estudo. No Nordeste, passou de 11,9 para 25,1 por cento.
"Vários fatores explicam o maior acesso entre os mais pobres. O acesso está mais barato e as lan houses estão mais espalhadas pelo país. Além disso, a renda do brasileiro e a escolaridade aumentaram em reação a 2005", avaliou o coordenador do IBGE.
Em 2008, 51,7 por cento dos internautas do país acessaram a rede mundial de computadores de casa e 35,2 por cento a partir de lan houses, contra 49,9 e 21,9 por cento, respectivamente.
Nas regiões mais ricas do Brasil, os percentuais de acesso são bem mais elevados. como na região Sudeste, em que o índice foi de 40,3 por cento.
"O Brasil tem uma das piores distribuições de renda no mundo e não é novidade que essa diferença social tenha reflexo também no acesso à Internet. A desigualdade de renda é um empecilho para um maior acesso", disse Azeredo.
Ele destacou que quanto maior a renda e a escolaridade, maior é o acesso à rede mundial de computadores. A pesquisa mostra que famílias com renda per capita domiciliar acima de 5 salários mínimos têm um percentual de acesso à Web de 75,6 por cento.
Em média, os conectados têm 10 anos de estudo, o equivalente ao ensino fundamental.
A idade média dos internautas em 2008 era de 27,6 anos contra 28,1 anos em 2005. Na faixa entre 15 e 17 anos, o percentual de conectados alcança 62,9 por cento.
Segundo a pesquisa, 86 milhões de brasileiros tinham um aparelho de celular em 2008, o equivalente a mais da metade da população. Em 2005, eram 56 milhões ou 36,6 por cento da população.
(Por Rodrigo Viga Gaier)

Microsoft e SAP contestam na Europa compra da Sun pela Oracle

Microsoft e SAP contestam na Europa compra da Sun pela Oracle
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 16:17

BRUXELAS (Reuters) - As empresas de software Microsoft e SAP irão manifestar suas preocupações sobre a planejada compra da Sun Microsystems pela Oracle em audiência da União Europeia nesta sexta-feira, o que deve aumentar o ceticismo da agência reguladora europeia em relação ao acordo.
A Comissão Europeia se opôs à aquisição de 7 bilhões de dólares, alegando que a compra pode limitar a competição no mercado de softwares de base de dados. A agência reguladora antitruste da UE tem até 27 de janeiro para tomar uma decisão sobre o acordo, já aprovado por reguladores norte-americanos.
Representantes e advogados da gigante de software Microsoft não quiseram fazer comentários antes da audiência de dois dias, que começou na quinta-feira.
Já a empresa de software alemã SAP, principal rival da Oracle, disse à Comissão que a compra da base de dados da Sun, MySQL, pela Oracle pode afetar a concorrência no mercado, ao eliminar uma das principais companhias do setor.
Segundo a Oracle, maior fabricante de software de base de dados do mundo, seus clientes afirmaram em depoimento a autoridades da Comissão e reguladores nacionais europeus durante a audiência na quinta-feira que a fusão não era anticompetitiva.
O criador do software MySQL, Monty Widenius, deve apoiar a Comissão Europeia no caso, em depoimento nesta sexta-feira, ao passo que a fabricante de equipamentos de rede sueca Ericsson irá defender a Oracle.
(Por Foo Yun Chee)

Dell pode lançar tablet em evento no mês que vem

Dell pode lançar tablet em evento no mês que vem
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 19:57

SAN FRANCISCO (Reuters) - Há burburinhos circulando na Web de que a Dell planeja revelar seu tablet e, possivelmente, deve usar o evento de gala do mercado de eletrônicos, marcado para o mês que vem em Las Vegas, para fazer o lançamento do aparelho.
A notícia é do site Pocket-lint, que dá poucos detalhes sobre a iniciativa da terceira maior fabricantes de PCs do mundo.
O tablet, um computador em formato de uma prancheta com tela, é a última obsessão do mercado de tecnologia no momento.
O aparelho deve ter uma tela de 5 polegadas (um pouco menor que o normal para um tablet) e usar o sistema operacional Android, do Google. Segundo o site, o aparelho será lançado no Reino Unido a partir do ano que vem.
A Dell não quis comentar o caso.
A empresa recentemente anunciou sua entrada no mercado de smartphones, lançando o Mini 3 na China e no Brasil. Também anunciou a criação de uma nova unidade de negócios com foco no desenvolvimento de aparelhos móveis e de comunicação com "diversos tamanhos de tela", incluindo aparelhos móveis para Internet (MIDs, na sigla em inglês), segundo afirmou um porta-voz da empresa na semana passada.

Siemens e Nokia reafirmam apoio a joint-venture em dificuldade

Siemens e Nokia reafirmam apoio a joint-venture em dificuldade
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 17:13

FRANKFURT/HELSINQUE (Reuters) - Executivos da Siemens e da Nokia enviaram uma rara carta conjunta aos clientes de sua joint-venture de equipamentos de telecomunicações Nokia Siemens Networks (NSN) que passa por dificuldades, reafirmando seu apoio à empresa e garantindo seu futuro.
"Continuamos apoiando investimentos no futuro da empresa, tanto em termos de gastos quanto de possíveis aquisições e parcerias", disseram o vice-presidente financeiro da Siemens, Joe Kaeser, e o presidente-executivo da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo, na carta de 9 de dezembro.
A carta, endereçada aos clientes da NSN, sinaliza confiança na empresa, especialmente no momento em que a Siemens indicava uma vontade de se desfazer de alguns de seus ativos menos importantes, afirmou um analista que pediu para não se identificado.
Um porta-voz da Nokia Siemens confirmou a existência da carta. A Siemens não quis comentar o assunto e não foi possível localizar representantes da Nokia.
A concorrência por novos negócios no mercado de equipamentos de telecomunicações é enorme, especialmente com empresas asiáticas como a chinesa Huawei.
No terceiro trimestre, a Nokia registrou um encargo de 908 milhões de euros (1,34 bilhão de dólares) com a NSN.
Kaeser se reuniu com analistas no mesmo dia em que a Siemens divulgou seu resultado do quarto trimestre fiscal, em que reduziu em 1,6 bilhão de euro o valor de sua participação na NSN.
O executivo da Siemens admitiu que há desapontamento com a joint-venture --uma vez que ela foi formada em 2007, e que, além disso, as duas parceiras juntas fizeram um empréstimo de 1,5 bilhão de euros à NSN.
"Eu não descartaria... a possibilidade de convertermos pelo menos parte da dívida (da NSN) em ações", disse Kaeser à época.
"Mas seria extremamente difícil me convencer de que seria melhor colocar mais dinheiro dos acionistas (na NSN) do que buscar outras alternativas", acrescentou Kaeser.
(Por Marilyn Gerlach e Tarmo Virki)

Vendas de videogame nos EUA tombam 7,6% em novembro

Vendas de videogame nos EUA tombam 7,6% em novembro
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 12:19

SAN FRANCISCO, 11 de dezembro (Reuters) - As vendas de hardware e jogos de videogame nos Estados Unidos caíram 7,6 por cento em novembro, para 2,7 bilhões de dólares, afirmou a empresa de pesquisa NPD, com a indústria entrando com dificuldade no crítico período de fim de ano.
As vendas de hardware caíram 13,4 por cento, enquanto as de jogos caíram 3,1 por cento. Os resultados foram piores do que alguns analistas esperavam. "Isso não pode ser visto como um começo saudável para o fim do ano", disse em nota Jesse Divnich, analista na EEDAR.
As vendas de novembro incluem a chamada "sexta-feira negra", dia após o feriado de Ação de Graças, tradicional ponto de partida da época de compras de fim de ano nos Estados Unidos.
A indústria continua a cair apesar dos recentes cortes nos preços em todos os grandes consoles e o lançamento de um título popular, o "Call of Duty: Modern Warfare 2", da Activision Blizzard.
O recuo econômico este ano diminuiu o gasto em jogos e consoles dos jogadores mais casuais, dos quais a indústria depende para crescer. As vendas nos Estados Unidos acumulam queda de 12,1 por cento.
A analista da NPD Anita Frazier observa que as fortes vendas do ano passado dificultam as comparações com 2009.
"O break even parece mais longe de alcance. Para igualar o ano passado, dezembro precisa subir 36 por cento contra o mesmo mês de 2008."
O Wii mais uma vez foi o console mais vendido no mês, com 1,26 milhão de unidades, seguido pelo Xbox 360, com 820 mil unidades, e o PlayStation 3, com 710 mil.
Mas o PS3 foi o único que apresentou crescimento na comparação anual, com salto de quase 90 por cento. As vendas do Wii recuaram mais de 35 por cento ante ano anterior e o Xbox 360 perdeu apenas 2 por cento em vendas
"Modern Warfare 2" foi o jogo mais vendido, com 6 milhões de unidades para Xbox e PS3, segundo a NPD. "New Super Mario Bros. Wii" e "Assassin's Creed II" também venderam bem.