segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vivendi contra-ataca e assegura 57,5% da GVT

Vivendi contra-ataca e assegura 57,5% da GVT
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 19:48

Por Cesar Bianconi e Guillhermo Parra-Bernal
SÃO PAULO (Reuters) - O grupo francês de mídia Vivendi informou nesta sexta-feira ter garantido uma fatia de 57,5 por cento da empresa brasileira de telecomunicações GVT, após uma disputa acirrada com a espanhola Telefónica.
A Vivendi --que não está habituada a entrar em guerras de preço em tentativas de aquisições-- fez oferta de 56 reais por ação da GVT, valor 10,9 por cento acima da proposta já melhorada uma vez da Telefónica, por meio de sua unidade no Brasil Telesp, de 50,50 reais por ação.
A Vivendi disse que já garantiu a compra de 37,9 por cento das ações da GVT e que tem opção irrevogável para adquirir mais 19,6 por cento do total.
"De acordo com as regras brasileiras, a Vivendi lançará uma oferta pública de aquisição de 100 por cento do capital da GVT por 56 reais cada ação", informou o conglomerado francês.
Em meados de setembro, a Vivendi se dispôs a pagar 42 reais por ação da GVT --33,3 por cento a menos que sua cartada final para assegurar o controle da companhia.
Semanas depois, a Telefónica, por meio da Telesp, entrou na briga e fez oferta de 48 reais, que acabou sendo elevada pelo próprio grupo espanhol para 50,50 reais.
Na quinta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu anuência prévia para que ambas as interessadas na GVT seguissem adiante nas tratativas para compra da empresa-alvo.
No caso da Vivendi, sem restrições, por se tratar de uma concorrente nova no mercado brasileiro. Já o grupo espanhol, se fosse bem-sucedido, teria uma série de condições impostas pelo órgão regulador, como manter operações independentes por cinco anos.
As ações da GVT vêm sendo negociadas acima dos 50,50 reais que eram oferecidos pela Telefónica, na esperança de que a Vivendi poderia voltar à carga com uma nova proposta.
Nesta sexta-feira, o ânimo com essa possibilidade chegou a arrefecer durante parte do pregão, mas no meio da tarde os papéis da GVT saíram da mínima de 50,71 reais no dia e acabaram terminando a sessão na Bovespa a 53,34 reais, com ganho de 0,64 por cento.
A perda da GVT é um duro golpe às ambições do grupo espanhol no Brasil, que atua apenas no Estado de São Paulo e via na GVT o caminho mais curto para buscar uma presença em todo o país e competir com a Oi, que comprou a Brasil Telecom e ganhou musculatura nacional.
"Não há mais o que fazer (em relação à GVT). É um momento de reflexão, de conversas internas", disse uma fonte próxima à Telefónica à Reuters, sob condição de anonimato.
Oficialmente, a unidade brasileira do grupo espanhol informou, via assessoria de imprensa, que "manifesta seus melhores desejos de boa sorte à GVT".
COMPRAS DE AÇÕES
Em setembro, o Grupo Swarth e a Global Village Telecom, acionistas fundadores e controladores da GVT, fecharam acordo para vender um mínimo de 20 por cento de participação na companhia para a Vivendi, que pretendia comprar ao menos 51 por cento da empresa brasileira.
A proposta da Telefónica não foi negociada, como a feita pela Vivendi.
A GVT foi criada em 1999, com sede em Curitiba, no Paraná, e encerrou junho com cerca de 2,3 milhões de linhas em serviço, incluindo voz, banda larga, dados e serviços de voz sobre Protocolo de Internet.
Desde que a batalha pela GVT começou, alguns gestores de recursos --entre eles Nomura International, Morgan Stanley Uruguay e Eton Park-- informaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que tinham superado ações representativas de mais de 5 por cento do capital da empresa.
Ainda não está claro se são esses gestores que já concordaram em vender ações da GVT à Vivendi ao preço de 56 reais a unidade.
Procurada, a GVT disse que não iria se pronunciar sobre o assunto.
(Reportagem adicional de Marc Angrand, em Paris)

Dois programadores de Madoff são presos por participar em fraude

Dois programadores de Madoff são presos por participar em fraude
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 17:35

Por Grant McCool
NOVA YORK (Reuters) - Dois programadores de computador forneceram suporte técnico para falsificar documentos e registros de compra e venda para o fraudador Bernard Madoff, além de terem aceitado dinheiro para não denunciarem o enorme esquema e ajudar a mantê-lo, afirmaram autoridades norte-americanas.
Jerome O'Hara, de 46 anos, and George Perez, de 43 anos, foram presos pelo FBI em casa na manhã desta sexta-feira, acusados de conspiração por falsificar registros das unidades de investimento e corretora da Bernard L. Madoff Investment Securities, em Nova York.
"Os códigos de computador e algoritmos randômicos supostamente desenvolvidos por eles serviam para enganar investidores e reguladores, escondendo os crimes de Madoff", disse o procurador federal Preet Bharara. "Eles foram formalmente acusados por seu papel na fraude de Madoff, e a investigação continua em andamento."
Madoff foi sentenciado a 150 anos de prisão em 29 de junho. No dia seguinte, fontes afirmaram que o FBI esperava que até dez outras pessoas ainda fossem formalmente acusadas por participar na fraude de quase 65 bilhões de dólares que durou várias décadas.
Milhares de investidores ao redor do mundo foram afetados pelo esquema, que foi a maior fraude de investimentos de Wall Street, em que seus investidores mais antigos recebiam o dinheiro aplicado pelos clientes mais novos.
O'Hara começou a trabalhar para Madoff em 1990, e Perez em 1991. Eles ainda trabalhavam com ele quando o antigamente respeitado financista foi preso em 11 de dezembro de 2008.
Não foi possível localizar advogados de O'Hara e Perez para comentar o caso.

Nova invenção previne incêndios causados por baterias de lítio

Nova invenção previne incêndios causados por baterias de lítio
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 17:21

SAN FRANCISCO (Reuters) - Uma nova tecnologia que previne que baterias de íon-lítio, usadas em laptops e celulares, peguem fogo ou explodam podem chegar às prateleiras já no primeiro trimestre de 2010, afirmou seu inventor.
A invenção, chamada Stoba, foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia Industrial (ITRI, na sigla em inglês), organização nacional de pesquisas de Taiwan.
Quando uma bateria de íon-lítio têm curto-circuito interno, ela pode rapidamente se aquecer para até 500 graus centígrados e pegar fogo ou explodir.
O Stoba fica entre os lados positivo e negativo das baterias e, quando esta chegar a 130 graus centígrados, a invenção se transforma de um material poroso para um filme, impedindo a reação.
"Introduzimos um material inteiramente novo à bateria", disse Alex Pang, pesquisador que liderou o time que desenvolveu o novo material ao longo de quatro anos.
O perigo de explosão de baterias de lítio é tão grande que, no mês passado, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos divulgou um aviso de "materiais perigosos".
"Muitas pessoas que transportam baterias de lítio não reconhecem o perigo... Incêndios em aviões podem causar eventos catastróficos, apresentando desafios únicos que não são vistos em outras formas de transporte", disse o governo.
Pang afirmou que fabricantes de baterias em Taiwan estão em fase de testes e já aumentaram a produção de baterias contendo Stoba para milhares. As entregas devem começar no primeiro trimestre do ano que vem, disse.
Pang, que está em Orlando, na Flórida, para receber um prêmio, disse por telefone que o Stoba aumentará apenas em dois a três por cento o custo de produção. Ele afirmou que quer tentar vender a tecnologia para grandes fabricantes de laptops e celulares.
Clientes em potencial incluem Sony, Dell, HP, Acer, Apple e Nokia, entre outros.
O ITRI já entrou com pedidos por 29 patentes nos EUA, Taiwan, Coréia, China e Japão para o Stoba. O instituto detém 9.863 patentes e 5.800 funcionários, incluindo 1.112 com doutorado.
(Por David Lawsky)

Facebook serve de álibi para suspeito de roubo em Nova York



Fundador do Facebook Mark Zuckerberg, sorri durante conferência da rede social. Um rapaz de 19 anos de Nova York que foi preso por roubo à mão armada foi inocentado graças a uma mensagem que publicou no site da rede social Facebook.


Facebook serve de álibi para suspeito de roubo em Nova York
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 14:47


NOVA YORK (Reuters) - Um rapaz de 19 anos de Nova York que foi preso por roubo à mão armada foi inocentado graças a uma mensagem que publicou no site da rede social Facebook.
Rodney Bradford ficou na prisão por 12 dias em conexão com um roubo de duas pessoas, ocorrido em 17 de outubro, no conjunto popular em que mora, no bairro de Brooklyn, disseram promotores.
No entanto, ele insistiu que estava em Manhattan no momento do crime --alegação que confirmou com uma atualização que fez em sua página no Facebook. A mensagem foi enviada a partir de um computador no prédio onde seu pai mora, em Manhattan, afirmaram as autoridades.
Um porta-voz da procuradoria do distrito de Brooklyn confirmou que o Facebook ajudou na retirada das acusações.

HP ainda em busca de aquisições, depois da 3Com

HP ainda em busca de aquisições, depois da 3Com
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 09:42

Gabriel Madway
SAN FRANCISCO (Reuters) - A aquisição da 3Com pela Hewlett-Packard, em uma transação de 3,1 bilhões de dólares, ajudará a gigante da tecnologia a expandir sua carteira de produtos em meio à rápida consolidação do setor --e pouca gente acredita que as compras da HP tenham acabado.
A ascensão de controle da 3Com pela HP permitiria a esta última concorrer melhor com a Cisco Systems, líder em sistemas de redes, dizem os analistas, enquanto a HP batalha para se tornar uma fornecedora integrada de produtos e serviços de tecnologia.
Wall Street recebeu a aquisição favoravelmente como uma jogada de baixo risco que permitiria que a HP adicionasse uma linha de produtos complementar, expandisse sua gama de ofertas e ganhasse exposição bem-vinda ao mercado chinês.
As aquisições da HP devem continuar, mesmo que a empresa ainda esteja digerindo a compra do controle do grupo de serviços de tecnologia da informação EDS, adquirido por 13 bilhões de dólares no ano passado.
Dada a recente onda de aquisições pela Cisco e o interesse demonstrado por rivais como a IBM e a Oracle de entrarem na jogada, as pressões competitivas não se reduzirão em curto prazo.
"Não creio que o jogo tenha chegado ao fim," disse Shaw Wu, analista do Kaufman Brothers.
A HP é a maior fornecedora de tecnologia do mundo, e por isso os analistas dizem ser complicado prever de que maneira transcorrerá sua próxima fusão ou aquisição, seja no setor de software, no de armazenagem ou no de redes, que é a atual ênfase da companhia.
Wu disse que uma aquisição no ramo de software provavelmente faria mais sentido para a HP, dado o fato de que as companhias de software têm margens superiores, mas afirmou que há escassez de nomes atraentes no mercado. Por isso, ele acredita que a HP mantenha o foco nas redes.
"Os clientes estão sempre em busca de uma alternativa à Cisco," ele apontou.
Wu disse que a Brocade Communications Systems não deve ser alvo para a HP, depois da aquisição da 3Com, e que a Juniper Networks seria cara. Mas mencionou empresas mais "especializadas" no segmento de redes, tais como a F5 Networks e a Riverbed Technology.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Microsoft vê poucas mudanças no orçamento de pesquisa

Microsoft vê poucas mudanças no orçamento de pesquisa
quinta-feira, 12 de novembro de 2009 16:27

Por Harry Suhartono
CINGAPURA (Reuters) - A Microsoft, maior fabricante de softwares do mundo, não vê grandes mudanças em seu orçamento para pesquisa e desenvolvimento no ano que vem em relação à cifra de mais de 9 bilhões de dólares deste ano, afirmou um executivo da empresa.
O chefe de pesquisa e estratégia da Microsoft, Craig Mundie, disse à Reuters em entrevista que a empresa vê algumas novas oportunidades ainda não exploradas pelo mercado nas áreas de saúde, educação e energia, onde tecnologias podem ajudar a lidar com certos problemas.
"A companhia continua extremamente comprometida com seu setor de pesquisa e desenvolvimento... Creio que será o mesmo valor nominal, não espero grandes mudanças", disse Mundie nesta quinta-feira no escritório da Microsoft em Cingapura.
"Estamos investindo e colocando mais dinheiro em pesquisa e desenvolvimento de negócios completamente novos, não só na extensão de negócios antigos", acrescentou.
Espera-se que os gastos com pesquisa e desenvolvimento no setor de tecnologia global, componente crítico de uma indústria em que a inovação é o principal, se mantenham este ano sem dificuldades, apesar da queda nas vendas e de intensos cortes de custos, afirmam analistas.
Para Intel, Microsoft, Oracle, Texas Instruments e outros peso-pesados da indústria de tecnologia que atualmente lutam contra uma receita em queda, investimentos em pesquisa e desenvolvimento representam em 2009 um percentual maior das vendas do que o observado no ano passado.

Anatel impõe condições para Telefônica comprar GVT

Anatel impõe condições para Telefônica comprar GVT
quinta-feira, 12 de novembro de 2009 20:20

Por Fernando Exman e Cesar Bianconi
BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu nesta quinta-feira anuência prévia para que a Telefônica ou a Vivendi sigam adiante na tentativa de comprar a GVT.
No caso da Telefônica, controlada pelo grupo espanhol de mesmo nome, a autarquia impôs restrições.
"A Anatel viu a necessidade de estabelecer essas condicionantes para evitar que haja problemas de competição", afirmou a jornalistas o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg.
Pela decisão do órgão regulador, a Telefônica terá de manter estruturas administrativas, comerciais e operacionais independentes por cinco anos se for bem-sucedida na proposta de aquisição da GVT. Além disso, terá que preservar a marca GVT e manter gestões financeiras autônomas durante igual período.
Conforme Sardenberg, a Telefônica poderá, passados dois anos, solicitar a reavaliação das restrições.
Três conselheiros da Anatel foram favoráveis à decisão e um quarto que pedia mais análise técnica do caso acabou sendo voto vencido.
"O resultado a que chegamos é um resultado prático, até pragmático no sentido de que permite o andamento da questão", afirmou Sardenberg.
Ainda de acordo com o presidente da Anatel, o colegiado da autarquia não impôs condições à Vivendi porque ela não opera no Brasil. "É uma entrante, então a situação dela é objetivamente diferente da situação da Telefônica", resumiu Sardenberg.
A Telefônica entrou na disputa pela GVT semanas após o grupo francês Vivendi ter manifestado, em meados de setembro, a intenção de realizar uma oferta pública de compra da GVT por 42 reais por ação. A Vivendi não chegou a formalizar a proposta.
A Telefônica, enquanto isso, se dispôs inicialmente a pagar 48 reais por ação da GVT e depois elevou sua própria oferta para 50,50 reais, ou o equivalente a cerca de quase 7 bilhões de reais por toda a companhia.
As ações da GVT encerraram o pregão desta quinta-feira na Bovespa valendo 53 reais, com desvalorização de 0,93 por cento no dia, e acima, portanto, da proposta da Telefônica.
Procuradas pela Reuters, GVT, Vivendi e Telefônica informaram que não iriam se manifestar sobre a decisão da Anatel.
Na quarta-feira, em conversa com um grupo de jornalistas, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que tinha uma expectativa positiva em relação à análise do negócio envolvendo a GVT pela Anatel. "É uma operação bastante simples, porque as áreas (de atuação) não são coincidentes", disse.
Executivos da Telefônica asseguraram que os investimentos na GVT seriam mantidos e até ampliados, em resposta ao Ministério Público Federal de São Paulo, que na terça-feira abriu consulta pública até dia 17 para debater aspectos concorrenciais e a repercussão na capacidade de investimento na rede e nos serviços.
O leilão de compra das ações da GVT pela Telefônica está marcado para o próximo dia 19.
(Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)