Por John Poirier e Yinka Adegoke
WASHINGTON/NOVA YORK (Reuters) - Reguladores de comunicações dos Estados Unidos buscaram acalmar temores da indústria de telecomunicações de que aumentariam o controle sobre serviços de Internet, mas as ações de grandes operadoras caíram nesta quinta-feira e analistas preveem uma longa batalha na Justiça.
A Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) divulgou nota afirmando que irá continuar regulando apenas levemente o setor após uma decisão judicial questionar sua autoridade sobre a banda larga no mês passado.
A comissão afirmou que planeja regulamentar o acesso à banda larga como um serviço de telecomunicações --ao invés de um serviço de informação-- mas disse que a indústria deve confiar que a reguladora não irá aplicar um controle severo de preço e concorrência.
"Nós nunca voltamos atrás com contenções", disse o advogado da FCC, Austin Schlick, a jornalistas. "Nós temos um bom histórico".
Mesmo assim, as ações da maior operadora de TV a cabo do país, Comcast, caíram 6,2 por cento na sessão. Já a segunda colocada, Time Warner, recuou 8 por cento, e os papéis da Cablevision tiveram queda de 7 por cento.
Investidores temem que as provedoras de Internet terão restrições sobre como administrar suas redes, o que pode limitar seus lucros.
Mas provedoras de conteúdo, por sua vez, ganham com a promessa da comissão de que suas regras irão encorajar uma Internet aberta e livre para difundir seu conteúdo e serviços.
As ações da gigante de buscas Google, do site de leilões eBay e do site de filmes Netflix tiveram um desempenho bem acima da média das bolsas, que sofriam com preocupações sobre a Grécia.
A ampliação do acesso à Internet para toda a população norte-americana é prioridade para o governo Obama e para o presidente da FCC, Julius Genachowski, um democrata.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Confusão do Facebook com privacidade expõe conversas de usuários
Por Alexei Oreskovic
SAN FRANCISCO (Reuters) - Conversas privadas entre usuários do Facebook puderam ser vistas temporariamente por outros usuários na quarta-feira, em um vergonhoso problema técnico para a empresa, que cada vez mais enfrenta críticas por seu desleixo com a proteção da privacidade de seus usuários.
O blog Techcrunch foi o primeiro a noticiar o bug em ferramenta da rede social que permite que o usuário veja como seu perfil aparece para os outros.
Ao mexer na ferramenta, o Facebook afirmou que as pessoas conseguiam ver mensagens pessoais de seus amigos e pedidos de amizade ainda sem resposta por um curto período de tempo na quarta-feira.
"Fomos rápidos em resolver o problema, assegurando que uma solução fosse rapidamente encontrada e implementada assim que ficamos sabendo do bug", disse uma porta-voz do Facebook em comunicado.
O diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center, Marc Rotenberg, afirmou que o erro enfatiza a necessidade por uma maior fiscalização sobre a empresa.
(Reporting by Alexei Oreskovic)
SAN FRANCISCO (Reuters) - Conversas privadas entre usuários do Facebook puderam ser vistas temporariamente por outros usuários na quarta-feira, em um vergonhoso problema técnico para a empresa, que cada vez mais enfrenta críticas por seu desleixo com a proteção da privacidade de seus usuários.
O blog Techcrunch foi o primeiro a noticiar o bug em ferramenta da rede social que permite que o usuário veja como seu perfil aparece para os outros.
Ao mexer na ferramenta, o Facebook afirmou que as pessoas conseguiam ver mensagens pessoais de seus amigos e pedidos de amizade ainda sem resposta por um curto período de tempo na quarta-feira.
"Fomos rápidos em resolver o problema, assegurando que uma solução fosse rapidamente encontrada e implementada assim que ficamos sabendo do bug", disse uma porta-voz do Facebook em comunicado.
O diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center, Marc Rotenberg, afirmou que o erro enfatiza a necessidade por uma maior fiscalização sobre a empresa.
(Reporting by Alexei Oreskovic)
Yahoo lança nova fase de campanha publicitária de US$100 mi
Por Alexei Oreskovic
SAN FRANCISCO (Reuters) - O Yahoo gastará até 85 milhões de dólares na segunda fase de uma campanha publicitária de 100 milhões de dólares que busca renovar sua ligação com internautas e voltar a crescer.
A campanha irá focar principalmente na grande variedade de sites de notícias e de escalação de fãs para esportes. O portal também aposta em vídeos online, em concorrência direta ao Google.
Desde que iniciou o investimento de 100 milhões de dólares em setembro, o Yahoo registrou queda de 2,6 por cento no número de visitas a vários de seus sites, para 155,6 milhões em abril, e seu número total de páginas abertas pode ter diminuído em 11,4 por cento, segundo o grupo de estudos comScore.
Google, Microsoft e Facebook, por outro lado, registraram no mesmo período um crescimento no número de visitas e páginas abertas no Estados Unidos, afirmou a comScore.
Em março, a presidente-executiva do Yahoo, Carol Bartz, disse a jornalistas que a campanha de publicidade do portal, que gastou entre 15 e 25 milhões de dólares em sua primeira fase, foi bem sucedida em muitos mercados fora dos EUA, mas não funcionou muito bem no país.
O Yahoo contratou a agência de publicidade Ogilvy & Mather para a primeira fase da campanha e a Goodby Silverstein & Partners para esta segunda fase.
(Reportagem de Alexei Oreskovic)
SAN FRANCISCO (Reuters) - O Yahoo gastará até 85 milhões de dólares na segunda fase de uma campanha publicitária de 100 milhões de dólares que busca renovar sua ligação com internautas e voltar a crescer.
A campanha irá focar principalmente na grande variedade de sites de notícias e de escalação de fãs para esportes. O portal também aposta em vídeos online, em concorrência direta ao Google.
Desde que iniciou o investimento de 100 milhões de dólares em setembro, o Yahoo registrou queda de 2,6 por cento no número de visitas a vários de seus sites, para 155,6 milhões em abril, e seu número total de páginas abertas pode ter diminuído em 11,4 por cento, segundo o grupo de estudos comScore.
Google, Microsoft e Facebook, por outro lado, registraram no mesmo período um crescimento no número de visitas e páginas abertas no Estados Unidos, afirmou a comScore.
Em março, a presidente-executiva do Yahoo, Carol Bartz, disse a jornalistas que a campanha de publicidade do portal, que gastou entre 15 e 25 milhões de dólares em sua primeira fase, foi bem sucedida em muitos mercados fora dos EUA, mas não funcionou muito bem no país.
O Yahoo contratou a agência de publicidade Ogilvy & Mather para a primeira fase da campanha e a Goodby Silverstein & Partners para esta segunda fase.
(Reportagem de Alexei Oreskovic)
McAfee indica ex-executivo da Cisco como vice financeiro
NOVA YORK (Reuters) - A fabricante de softwares de segurança McAfee anunciou nesta quinta-feira que o ex-executivo da Cisco Systems, Jonathan Chadwick, será seu novo vice-presidente financeiro.
Chadwick deve assumir o cargo em 14 de junho, substituindo Rocky Pimentel, que recentemente anunciou sua aposentadoria. A empresa afirmou que Pimentel planeja continuar na McAfee até o começo do terceiro trimestre para amenizar a transição.
Chadwick, 44 anos, trabalhou por 13 anos na Cisco, em diversos cargos. Ele foi vice-presidente e chefe financeiro da divisão de mercados de consumo global.
(Reportagem de Ritsuko Ando)
Chadwick deve assumir o cargo em 14 de junho, substituindo Rocky Pimentel, que recentemente anunciou sua aposentadoria. A empresa afirmou que Pimentel planeja continuar na McAfee até o começo do terceiro trimestre para amenizar a transição.
Chadwick, 44 anos, trabalhou por 13 anos na Cisco, em diversos cargos. Ele foi vice-presidente e chefe financeiro da divisão de mercados de consumo global.
(Reportagem de Ritsuko Ando)
Conselho da Nokia apoia estratégia, mas acionistas protestam
Por Tarmo Virki
HELSINKI (Reuters) - O presidente do conselho da Nokia anunciou que o conselho da empresa apoiou plenamente a atual estratégia da diretoria executiva, enquanto os pequenos acionistas da maior fabricante mundial de celulares a criticavam na assembléia anual.
A Nokia iniciou a criação de um novo negócio ao oferecer serviços de Internet que variam de downloads de música a e-mail, mas eles não conquistaram muito espaço até agora.
"Apoiamos os executivos quanto a isso," disse Jorma Ollila aos acionistas, na quinta-feira.
O presidente-executivo Olli-Pekka Kalasvuo, que trabalhou para a empresa por mais de metade de sua vida, vem sofrendo crescentes críticas dos acionistas e analistas, porque os preços das ações não se beneficiaram da recuperação do mercado.
"Os números são chocantes; a queda nas vendas, o colapso do lucro operacional. Eu não diria que o lucro operacional é catastrófico, mas a direção em que ele se encaminha é," declarou o acionista Pekka Jaakola durante a assembleia.
As receitas da Nokia caíram em 19 por cento no ano passado, enquanto seu lucro operacional caiu em 76 por cento. O valor da marca da companhia caiu em 58 por cento no ano passado, de acordo com um estudo mundial da Millward Brown.
A companhia será das poucas a não atingir sua meta de crescimento em 2010, o ano da recuperação econômica, e problemas de software continuam a prejudicar seus celulares inteligentes, os smartphones.
"Em poucos anos, o valor de nossas ações caiu em 60 por cento, e o limiar da dor foi atingido," disse o acionista Kari Vainio.
No mês passado, a Nokia adiou o lançamento de celulares equipados com o Symbian 3, a reformulação de sua plataforma de software foi vista como primeiro passo para tornar os celulares inteligentes da empresa competitivos uma vez mais, o que causou uma onda de venda de ações.
Kallasvuo disse que a Nokia esperava que sua nova geração de aparelhos reduzisse significativamente a distância que a separa dos smartphones avançados de seus competidores.
A Nokia não conseguiu desafiar seriamente o iPhone, da Apple, nos três anos desde que foi lançado. O último modelo de celular inteligente bem sucedido da empresa foi o N95, lançado em 2006, o ano em que Kallasvuo, por muito tempo advogado da empresa, assumiu o comando do grupo finlandês.
HELSINKI (Reuters) - O presidente do conselho da Nokia anunciou que o conselho da empresa apoiou plenamente a atual estratégia da diretoria executiva, enquanto os pequenos acionistas da maior fabricante mundial de celulares a criticavam na assembléia anual.
A Nokia iniciou a criação de um novo negócio ao oferecer serviços de Internet que variam de downloads de música a e-mail, mas eles não conquistaram muito espaço até agora.
"Apoiamos os executivos quanto a isso," disse Jorma Ollila aos acionistas, na quinta-feira.
O presidente-executivo Olli-Pekka Kalasvuo, que trabalhou para a empresa por mais de metade de sua vida, vem sofrendo crescentes críticas dos acionistas e analistas, porque os preços das ações não se beneficiaram da recuperação do mercado.
"Os números são chocantes; a queda nas vendas, o colapso do lucro operacional. Eu não diria que o lucro operacional é catastrófico, mas a direção em que ele se encaminha é," declarou o acionista Pekka Jaakola durante a assembleia.
As receitas da Nokia caíram em 19 por cento no ano passado, enquanto seu lucro operacional caiu em 76 por cento. O valor da marca da companhia caiu em 58 por cento no ano passado, de acordo com um estudo mundial da Millward Brown.
A companhia será das poucas a não atingir sua meta de crescimento em 2010, o ano da recuperação econômica, e problemas de software continuam a prejudicar seus celulares inteligentes, os smartphones.
"Em poucos anos, o valor de nossas ações caiu em 60 por cento, e o limiar da dor foi atingido," disse o acionista Kari Vainio.
No mês passado, a Nokia adiou o lançamento de celulares equipados com o Symbian 3, a reformulação de sua plataforma de software foi vista como primeiro passo para tornar os celulares inteligentes da empresa competitivos uma vez mais, o que causou uma onda de venda de ações.
Kallasvuo disse que a Nokia esperava que sua nova geração de aparelhos reduzisse significativamente a distância que a separa dos smartphones avançados de seus competidores.
A Nokia não conseguiu desafiar seriamente o iPhone, da Apple, nos três anos desde que foi lançado. O último modelo de celular inteligente bem sucedido da empresa foi o N95, lançado em 2006, o ano em que Kallasvuo, por muito tempo advogado da empresa, assumiu o comando do grupo finlandês.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Vendas globais de chips crescem 4,6% em março ante fevereiro
(Reuters) - As vendas globais de chips registraram alta de 4,6 por cento em março em relação a fevereiro, para 23,1 bilhões de dólares, devido à forte demanda nos mercados de computação e telecomunicações, segundo informou a Associação da Indústria de Semicondutores (SIA, na sigla em inglês).
A associação afirmou que continua cautelosamente otimista de que haverá um crescimento de dois dígitos nas vendas globais em 2010.
As vendas de PCs também devem se expandir entre 15 e 20 por cento, enquanto a expectativa para o mercado de celulares é de um crescimento de até 10 por cento, de acordo com a SIA. Os setores de computação e telecomunicações representam mais de 60 por cento da demanda total por chips.
As vendas do primeiro trimestre foram de 69,2 bilhões de dólares, ante vendas de 43,7 bilhões de dólares no mesmo período em 2009, em meio à recessão econômica global.
Os dados mostram a força da atual recuperação no mercado de chips, onde há preocupações em relação ao excesso de oferta.
"As fabricantes estão aumentando a produção para trazer a oferta aos níveis esperados de demanda", disse o presidente da SIA, George Scalise, em comunicado.
"Não esperamos problemas no curto prazo nem com estoques ou capacidade excessiva devido à forte demanda", acrescentou.
(Reportagem de S. John Tilak em Bangalore)
A associação afirmou que continua cautelosamente otimista de que haverá um crescimento de dois dígitos nas vendas globais em 2010.
As vendas de PCs também devem se expandir entre 15 e 20 por cento, enquanto a expectativa para o mercado de celulares é de um crescimento de até 10 por cento, de acordo com a SIA. Os setores de computação e telecomunicações representam mais de 60 por cento da demanda total por chips.
As vendas do primeiro trimestre foram de 69,2 bilhões de dólares, ante vendas de 43,7 bilhões de dólares no mesmo período em 2009, em meio à recessão econômica global.
Os dados mostram a força da atual recuperação no mercado de chips, onde há preocupações em relação ao excesso de oferta.
"As fabricantes estão aumentando a produção para trazer a oferta aos níveis esperados de demanda", disse o presidente da SIA, George Scalise, em comunicado.
"Não esperamos problemas no curto prazo nem com estoques ou capacidade excessiva devido à forte demanda", acrescentou.
(Reportagem de S. John Tilak em Bangalore)
Vivo lucra mais no 1o tri, mas abaixo do esperado
Por Cesar Bianconi
SÃO PAULO (Reuters) - A melhora do desempenho operacional e, principalmente, financeiro fez a Vivo ampliar em 44,3 por cento o lucro no primeiro trimestre ante igual período de 2009, mas ainda assim o resultado da maior operadora celular do país ficou aquém da estimativa do mercado.
A empresa, cujo controle é repartido por Telefónica e Portugal Telecom, teve lucro de 191,9 milhões de reais de janeiro a março, contra 133 milhões de reais um ano antes. A projeção média de seis analistas consultados pela Reuters era de ganho de 267 milhões de reais.
A empresa terminou março com quase 54 milhões de assinantes, aumento de 18,2 por cento em 12 meses, com adição de 2,2 milhões de clientes apenas nos primeiros três meses deste ano, com destaque para a conquista de usuários pós-pagos. Com isso, a Vivo encerrou o primeiro trimestre com 30,12 por cento de participação no mercado nacional.
O "churn" --pessoas que deixaram a rede Vivo-- permaneceu estável em 2,5 por cento.
A receita líquida de serviços foi de 3,9 bilhões de reais no último trimestre, com expansão de 5,8 por cento sobre os três primeiros meses de 2009.
A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) foi de 24,8 reais no primeiro trimestre, queda de 9,2 por cento na comparação anual, "decorrente da política de adequação de preços ao mercado, com objetivo de crescimento da base de clientes e consequente aumento de receitas".
O Arpu apenas de transmissão de dados subiu 30,3 por cento no primeiro trimestre, sobretudo pelo maior uso do serviço Vivo Internet. Ao mesmo tempo, a base de clientes com planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas de conexão rápida à Web, cresceu 149 por cento.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu para 1,27 bilhão de reais de janeiro a março, contra 1,23 bilhão de reais em igual período de 2009.
A margem Ebitda teve ligeira queda de 0,3 ponto percentual na mesma base de comparação, para 30,1 por cento nos três meses encerrados em março de 2010.
As despesas financeiras líquidas diminuíram em quase dois terços no primeiro trimestre ante o mesmo intervalo do ano passado, para 58,3 milhões de reais, beneficiando o lucro líquido contábil.
A melhora da linha financeira foi possível, sobretudo, pela redução do endividamento, após o pagamento de dívidas de licenças 3G à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foram quitadas em outubro.
A Vivo tinha no fim de março endividamento bruto de 4,8 bilhões de reais, contra 7,7 bilhões de reais um ano antes, quando ainda carregava no balanço dívidas pela compra das licenças 3G.
A companhia encerrou o primeiro trimestre com 858 milhões de reais em caixa e disponíveis, ficando assim com dívida líquida de 3,9 bilhões de reais, representando 0,75 vez seu Ebitda anualizado.
SÃO PAULO (Reuters) - A melhora do desempenho operacional e, principalmente, financeiro fez a Vivo ampliar em 44,3 por cento o lucro no primeiro trimestre ante igual período de 2009, mas ainda assim o resultado da maior operadora celular do país ficou aquém da estimativa do mercado.
A empresa, cujo controle é repartido por Telefónica e Portugal Telecom, teve lucro de 191,9 milhões de reais de janeiro a março, contra 133 milhões de reais um ano antes. A projeção média de seis analistas consultados pela Reuters era de ganho de 267 milhões de reais.
A empresa terminou março com quase 54 milhões de assinantes, aumento de 18,2 por cento em 12 meses, com adição de 2,2 milhões de clientes apenas nos primeiros três meses deste ano, com destaque para a conquista de usuários pós-pagos. Com isso, a Vivo encerrou o primeiro trimestre com 30,12 por cento de participação no mercado nacional.
O "churn" --pessoas que deixaram a rede Vivo-- permaneceu estável em 2,5 por cento.
A receita líquida de serviços foi de 3,9 bilhões de reais no último trimestre, com expansão de 5,8 por cento sobre os três primeiros meses de 2009.
A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) foi de 24,8 reais no primeiro trimestre, queda de 9,2 por cento na comparação anual, "decorrente da política de adequação de preços ao mercado, com objetivo de crescimento da base de clientes e consequente aumento de receitas".
O Arpu apenas de transmissão de dados subiu 30,3 por cento no primeiro trimestre, sobretudo pelo maior uso do serviço Vivo Internet. Ao mesmo tempo, a base de clientes com planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas de conexão rápida à Web, cresceu 149 por cento.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu para 1,27 bilhão de reais de janeiro a março, contra 1,23 bilhão de reais em igual período de 2009.
A margem Ebitda teve ligeira queda de 0,3 ponto percentual na mesma base de comparação, para 30,1 por cento nos três meses encerrados em março de 2010.
As despesas financeiras líquidas diminuíram em quase dois terços no primeiro trimestre ante o mesmo intervalo do ano passado, para 58,3 milhões de reais, beneficiando o lucro líquido contábil.
A melhora da linha financeira foi possível, sobretudo, pela redução do endividamento, após o pagamento de dívidas de licenças 3G à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foram quitadas em outubro.
A Vivo tinha no fim de março endividamento bruto de 4,8 bilhões de reais, contra 7,7 bilhões de reais um ano antes, quando ainda carregava no balanço dívidas pela compra das licenças 3G.
A companhia encerrou o primeiro trimestre com 858 milhões de reais em caixa e disponíveis, ficando assim com dívida líquida de 3,9 bilhões de reais, representando 0,75 vez seu Ebitda anualizado.
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