Por Cesar Bianconi
SÃO PAULO (Reuters) - A melhora do desempenho operacional e, principalmente, financeiro fez a Vivo ampliar em 44,3 por cento o lucro no primeiro trimestre ante igual período de 2009, mas ainda assim o resultado da maior operadora celular do país ficou aquém da estimativa do mercado.
A empresa, cujo controle é repartido por Telefónica e Portugal Telecom, teve lucro de 191,9 milhões de reais de janeiro a março, contra 133 milhões de reais um ano antes. A projeção média de seis analistas consultados pela Reuters era de ganho de 267 milhões de reais.
A empresa terminou março com quase 54 milhões de assinantes, aumento de 18,2 por cento em 12 meses, com adição de 2,2 milhões de clientes apenas nos primeiros três meses deste ano, com destaque para a conquista de usuários pós-pagos. Com isso, a Vivo encerrou o primeiro trimestre com 30,12 por cento de participação no mercado nacional.
O "churn" --pessoas que deixaram a rede Vivo-- permaneceu estável em 2,5 por cento.
A receita líquida de serviços foi de 3,9 bilhões de reais no último trimestre, com expansão de 5,8 por cento sobre os três primeiros meses de 2009.
A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) foi de 24,8 reais no primeiro trimestre, queda de 9,2 por cento na comparação anual, "decorrente da política de adequação de preços ao mercado, com objetivo de crescimento da base de clientes e consequente aumento de receitas".
O Arpu apenas de transmissão de dados subiu 30,3 por cento no primeiro trimestre, sobretudo pelo maior uso do serviço Vivo Internet. Ao mesmo tempo, a base de clientes com planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas de conexão rápida à Web, cresceu 149 por cento.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu para 1,27 bilhão de reais de janeiro a março, contra 1,23 bilhão de reais em igual período de 2009.
A margem Ebitda teve ligeira queda de 0,3 ponto percentual na mesma base de comparação, para 30,1 por cento nos três meses encerrados em março de 2010.
As despesas financeiras líquidas diminuíram em quase dois terços no primeiro trimestre ante o mesmo intervalo do ano passado, para 58,3 milhões de reais, beneficiando o lucro líquido contábil.
A melhora da linha financeira foi possível, sobretudo, pela redução do endividamento, após o pagamento de dívidas de licenças 3G à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foram quitadas em outubro.
A Vivo tinha no fim de março endividamento bruto de 4,8 bilhões de reais, contra 7,7 bilhões de reais um ano antes, quando ainda carregava no balanço dívidas pela compra das licenças 3G.
A companhia encerrou o primeiro trimestre com 858 milhões de reais em caixa e disponíveis, ficando assim com dívida líquida de 3,9 bilhões de reais, representando 0,75 vez seu Ebitda anualizado.
terça-feira, 4 de maio de 2010
TIM reverte prejuízo e lucra R$30 mi no 1o tri
SÃO PAULO (Reuters) - A TIM Participações reportou nesta segunda-feira um lucro líquido de 30 milhões de reais nos três primeiros meses de 2010, após a empresa registrar prejuízo de 165 milhões de reais um ano antes.
A geração de caixa da operadora móvel, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu 810 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, ante 618 milhões de reais no mesmo período de 2009.
A geração de caixa da operadora móvel, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu 810 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, ante 618 milhões de reais no mesmo período de 2009.
Apple afirma que vendeu 1 milhão de iPads em 28 dias
NOVA YORK (Reuters) - A Apple anunciou nesta terça-feira que vendeu 1 milhão de iPads nos primeiros 28 dias de lançamento do produto, além de contabilizar downloads de 12 milhões de aplicativos e de 1,5 milhão de livros digitais pelos usuários do aparelho.
A Apple vendeu 300 mil unidades do aparelho voltado a consumo de mídia eletrônica no dia de lançamento, em 3 de abril, e meio milhão de unidades na primeira semana.
A companhia começou o segundo estágio de lançamento do produto na sexta-feira, quando iniciou vendas de versão mais cara equipada com conexão celular de alta velocidade nos Estados Unidos.
Apesar do aparelho não atingir mercados internacionais até fim de maio, alguns analistas esperam que a Apple venda cerca de 5 milhões de unidades este ano.
(Por Franklin Paul)
A Apple vendeu 300 mil unidades do aparelho voltado a consumo de mídia eletrônica no dia de lançamento, em 3 de abril, e meio milhão de unidades na primeira semana.
A companhia começou o segundo estágio de lançamento do produto na sexta-feira, quando iniciou vendas de versão mais cara equipada com conexão celular de alta velocidade nos Estados Unidos.
Apesar do aparelho não atingir mercados internacionais até fim de maio, alguns analistas esperam que a Apple venda cerca de 5 milhões de unidades este ano.
(Por Franklin Paul)
China se protege contra "forças hostis estrangeiras" na Internet
PEQUIM (Reuters) - A agência reguladora de mídia na China prometeu tomar uma posição sobre os crimes online e fortaleceu o monitoramento para evitar que "forças hostis estrangeiras se infiltrem através da Internet", afirmou a imprensa estatal nesta segunda-feira.
Wang Chen, chefe da Secretaria de Informação do Conselho de Estado, afirmou na sexta-feira que o país pode intensificar sua posição sobre crimes online como parte de uma campanha em vigor que, segundo ele, prendeu mais de 5.510 suspeitos no ano passado.
A agência de notícias Xinhua reportou os comentários de Chen como parte de um artigo sobre drogas na rede nesta segunda-feira.
Ele disse ainda que a China fortalecerá o monitoramento de "informações nocivas" na Internet numa tentativa de bloquear informações prejudiciais e sua disseminação no país e evitar que "forças hostis estrangeiras se infiltrem através da Internet", segundo a Xinhua.
Conforme cresce o número de internautas chineses, crescem também os esforços do governo para limar qualquer informação que possa ameaçar o Partido Comunista.
A China possui cerca de 404 milhões de usuários de Internet, incluindo 346 milhões que utilizam banda larga e 233 milhões com acesso via celular, informou a Xinhua, citando Wang.
No ano passado, a China iniciou uma campanha de três fases para reforçar os controles de Internet e reduzir a capacidade dos usuários de operar de forma anônima na rede.
O país bloqueou diversos sites sociais estrangeiros desde 2009, incluindo Facebook, YouTube e Twitter.
Os regulares continuam restritivos quanto a sites com temas sobre minorias étnicas, particularmente tibetanos, mongóis ou uighurs, que possuem comunidades exiladas ativas e populações no país que provocam Pequim e protestam contra as políticas que beneficiam a maioria han.
(Reportagem de Lucy Hornby)
Wang Chen, chefe da Secretaria de Informação do Conselho de Estado, afirmou na sexta-feira que o país pode intensificar sua posição sobre crimes online como parte de uma campanha em vigor que, segundo ele, prendeu mais de 5.510 suspeitos no ano passado.
A agência de notícias Xinhua reportou os comentários de Chen como parte de um artigo sobre drogas na rede nesta segunda-feira.
Ele disse ainda que a China fortalecerá o monitoramento de "informações nocivas" na Internet numa tentativa de bloquear informações prejudiciais e sua disseminação no país e evitar que "forças hostis estrangeiras se infiltrem através da Internet", segundo a Xinhua.
Conforme cresce o número de internautas chineses, crescem também os esforços do governo para limar qualquer informação que possa ameaçar o Partido Comunista.
A China possui cerca de 404 milhões de usuários de Internet, incluindo 346 milhões que utilizam banda larga e 233 milhões com acesso via celular, informou a Xinhua, citando Wang.
No ano passado, a China iniciou uma campanha de três fases para reforçar os controles de Internet e reduzir a capacidade dos usuários de operar de forma anônima na rede.
O país bloqueou diversos sites sociais estrangeiros desde 2009, incluindo Facebook, YouTube e Twitter.
Os regulares continuam restritivos quanto a sites com temas sobre minorias étnicas, particularmente tibetanos, mongóis ou uighurs, que possuem comunidades exiladas ativas e populações no país que provocam Pequim e protestam contra as políticas que beneficiam a maioria han.
(Reportagem de Lucy Hornby)
Esforços do Facebook indicam crescente peso publicitário
Por Alexei Oreskovic
SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - As mudanças implementadas pelo Facebook para exportar a diversos sites seus recursos de redes sociais podem reforçar as operações publicitárias da empresa e criar ameaça crescente aos gigantes que reinam sobre a publicidade online.
O Facebook, com mais de 400 milhões de usuários registrados, é o maior site dos Estados Unidos pelo critério de páginas visitadas, de acordo com a comScore. Mas seu papel no mercado de publicidade ainda é relativamente pequeno; nesse aspecto, as operações de publicidade vinculada a buscas do Google ainda dominam.
Com a nova iniciativa para expandir atividades para além dos limites do Facebook.com, porém, o Facebook criou a estrutura para uma nova geração de anúncios altamente personalizados.
O chamado projeto Open Graph combina as capacidades de redes sociais do Facebook de forma direta a sites de terceiros. Um visitante do site da CNN, por exemplo, poderia clicar em um botão de "gostar" em determinados artigos noticiosos, e verificar quais de seus amigos no Facebook aprovam o conteúdo desses outros sites.
"Ter todos esses dados e todo esse tempo dos consumidores certamente vai posicionar o Facebook de forma muito favorável entre os anunciantes online", disse Augie Ray, analista do Gartner Group.
Na primeira semana, 50 mil sites assinaram para oferecer recursos do Facebook em suas páginas, de acordo com a companhia. O botão de aprovação foi usado mais de 1 bilhão de vezes por visitantes de outros sites, nas primeiras 24 horas de operação.
Toda essa atividade social expande consideravelmente o acervo de dados do Facebook sobre seus usuários -informações que podem tornar os anunciantes mais capazes de direcionar aos usuários publicidade calculada com base em interesses ou traços específicos.
"O campo no qual o Facebook agora pode jogar se expandiu de 10 metros para um campo de futebol completo", disse Michael Lazerow, presidente-executivo da Buddy Media, uma empresa que ajuda companhias a veicular publicidade no Facebook.
SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - As mudanças implementadas pelo Facebook para exportar a diversos sites seus recursos de redes sociais podem reforçar as operações publicitárias da empresa e criar ameaça crescente aos gigantes que reinam sobre a publicidade online.
O Facebook, com mais de 400 milhões de usuários registrados, é o maior site dos Estados Unidos pelo critério de páginas visitadas, de acordo com a comScore. Mas seu papel no mercado de publicidade ainda é relativamente pequeno; nesse aspecto, as operações de publicidade vinculada a buscas do Google ainda dominam.
Com a nova iniciativa para expandir atividades para além dos limites do Facebook.com, porém, o Facebook criou a estrutura para uma nova geração de anúncios altamente personalizados.
O chamado projeto Open Graph combina as capacidades de redes sociais do Facebook de forma direta a sites de terceiros. Um visitante do site da CNN, por exemplo, poderia clicar em um botão de "gostar" em determinados artigos noticiosos, e verificar quais de seus amigos no Facebook aprovam o conteúdo desses outros sites.
"Ter todos esses dados e todo esse tempo dos consumidores certamente vai posicionar o Facebook de forma muito favorável entre os anunciantes online", disse Augie Ray, analista do Gartner Group.
Na primeira semana, 50 mil sites assinaram para oferecer recursos do Facebook em suas páginas, de acordo com a companhia. O botão de aprovação foi usado mais de 1 bilhão de vezes por visitantes de outros sites, nas primeiras 24 horas de operação.
Toda essa atividade social expande consideravelmente o acervo de dados do Facebook sobre seus usuários -informações que podem tornar os anunciantes mais capazes de direcionar aos usuários publicidade calculada com base em interesses ou traços específicos.
"O campo no qual o Facebook agora pode jogar se expandiu de 10 metros para um campo de futebol completo", disse Michael Lazerow, presidente-executivo da Buddy Media, uma empresa que ajuda companhias a veicular publicidade no Facebook.
Apple segue com estratégia para iPad e lança versão 3G nos EUA
SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - No segundo estágio de um lançamento em duas fases, a Apple começou a vender nos Estados Unidos na sexta-feira uma versão mais cara do iPad equipada com acesso 3G, depois do bem sucedido lançamento da versão com rede WiFi no começo de abril.
Ainda que o evento não tenha atraído o interesse ou entusiasmo do lançamento, em 3 de abril. Algumas das lojas Apple em grandes cidades dos EUA viram número considerável de consumidores chegando para o lançamento da nova versão.
Em uma loja no centro de San Francisco, cerca de 75 pessoas formaram fila por 90 minutos antes que o iPad fosse colocado à venda.
Diversas pessoas declararam ter esperado pela versão mais cara do tablet da Apple porque a viam como potencial substituto de seus laptops, pelo menos em algumas situações.
"Vou levá-lo comigo para toda parte; já levo meu laptop para todo o lugar e ele certamente substituirá o notebook em muitos casos", disse Long Nguyen, 22, que trabalha com reparos de equipamentos de informática e era o primeiro da fila.
O modelo 3G, que também é compatível com WiFi, tem preço inicial de 629 dólares, e a versão mais cara fica em 829 dólares. O iPad equipado apenas com WiFi tem preço inicial de 499 dólares.
O iPad, dotado de uma tela de 9,7 polegadas, é essencialmente uma combinação entre laptop e celular inteligente. O objetivo é que sirva como aparelho para consumo de mídia, tanto vídeos quanto jogos, livros e revistas eletrônicos, e navegação na Web.
Mas alguns dos usuários afirmam que esperam poder usá-lo também no trabalho por ser leve e fino.
"Viajo muito a trabalho e tenho muitos projetos de campo, de modo que ele seria útil para coisas como essas", disse Gary Riley, 36, engenheiro ambiental.
Ainda que o evento não tenha atraído o interesse ou entusiasmo do lançamento, em 3 de abril. Algumas das lojas Apple em grandes cidades dos EUA viram número considerável de consumidores chegando para o lançamento da nova versão.
Em uma loja no centro de San Francisco, cerca de 75 pessoas formaram fila por 90 minutos antes que o iPad fosse colocado à venda.
Diversas pessoas declararam ter esperado pela versão mais cara do tablet da Apple porque a viam como potencial substituto de seus laptops, pelo menos em algumas situações.
"Vou levá-lo comigo para toda parte; já levo meu laptop para todo o lugar e ele certamente substituirá o notebook em muitos casos", disse Long Nguyen, 22, que trabalha com reparos de equipamentos de informática e era o primeiro da fila.
O modelo 3G, que também é compatível com WiFi, tem preço inicial de 629 dólares, e a versão mais cara fica em 829 dólares. O iPad equipado apenas com WiFi tem preço inicial de 499 dólares.
O iPad, dotado de uma tela de 9,7 polegadas, é essencialmente uma combinação entre laptop e celular inteligente. O objetivo é que sirva como aparelho para consumo de mídia, tanto vídeos quanto jogos, livros e revistas eletrônicos, e navegação na Web.
Mas alguns dos usuários afirmam que esperam poder usá-lo também no trabalho por ser leve e fino.
"Viajo muito a trabalho e tenho muitos projetos de campo, de modo que ele seria útil para coisas como essas", disse Gary Riley, 36, engenheiro ambiental.
IBM compra empresa de computação em nuvem Cast Iron
NOVA YORK (Reuters) - A IBM anunciou nesta segunda-feira a compra da companhia de software Cast Iron Systems, para reforçar a experiência da empresa em computação em nuvem, uma tecnologia cada vez mais popular que ajuda empresas a reduzirem custos ao permitir acesso online a programas.
Os termos do acordo não foram revelados. A operação, segundo a IBM, ajudará clientes a integrarem várias aplicativos em nuvem de provedores como a Salesforce.com, Amazon.com, NetSuite e SAP.
A IBM espera que o mercado de computação em nuvem cresça para 126 bilhões de dólares até 2012 contra 47 bilhões de dólares em 2008.
A gigante da tecnologia informou que gastou 1 bilhão de dólares em aquisições no primeiro trimestre. Em todo o ano de 2009, a companhia gastou 1,5 bilhão, incluindo acordo em dinheiro de 1,2 bilhão de dólares pela empresa de análise de dados SPSS.
A Cast Iron, que tem cerca de 75 funcionários que serão todos incorporados pela IBM, informou que a transação ajudará a empresa a ter um alcance maior entre clientes. Os atuais usuários de produtos da empresa incluem empresas como a Time Warner.
Os termos do acordo não foram revelados. A operação, segundo a IBM, ajudará clientes a integrarem várias aplicativos em nuvem de provedores como a Salesforce.com, Amazon.com, NetSuite e SAP.
A IBM espera que o mercado de computação em nuvem cresça para 126 bilhões de dólares até 2012 contra 47 bilhões de dólares em 2008.
A gigante da tecnologia informou que gastou 1 bilhão de dólares em aquisições no primeiro trimestre. Em todo o ano de 2009, a companhia gastou 1,5 bilhão, incluindo acordo em dinheiro de 1,2 bilhão de dólares pela empresa de análise de dados SPSS.
A Cast Iron, que tem cerca de 75 funcionários que serão todos incorporados pela IBM, informou que a transação ajudará a empresa a ter um alcance maior entre clientes. Os atuais usuários de produtos da empresa incluem empresas como a Time Warner.
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