sábado, 23 de janeiro de 2010

Prejuízo trimestral da Sony Ericsson fica dentro do esperado

Prejuízo trimestral da Sony Ericsson fica dentro do esperado
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ESTOCOLMO, 22 de janeiro (Reuters) - A Sony Ericsson registrou progresso em seu plano de recuperação segundo divulgou a empresa nesta sexta-feira, com os prejuízos trimestrais ficando dentro das expectativas. Mas a fabricante de telefones celulares divulgou uma visão cautelosa sobre as condições do mercado em 2010.
A Sony Ericsson teve prejuízo antes de impostos de 190 milhões de euros (270 milhões de dólares). Uma pesquisa da Reuters mostrava que a previsão média do mercado era de perda de 194 milhões de euros.
"A perspectiva que a empresa apresentou é que eles esperam somente um leve crescimento no mercado em geral", disse Nicolas von Stackelberg, analista na Sal Oppenheim. "Creio que isso é um pouco decepcionante porque outras pessoas estão olhando um crescimento significativamente mais forte, inclusive a Nokia."
A previsão da empresa, que não apresenta lucro desde o segundo trimestre de 2008, é de que o mercado como um todo, que encolheu cerca de 8 por cento em 2009, tenha uma leve alta este ano.
A Sony Ericsson ainda foi prejudicada pela sua fraqueza no segmento de smartphones -- o único ponto positivo em um mercado em retração -- ficando atrás de Apple, Nokia, LG Electronics e Samsung.
A companhia informou que seu plano de recuperação, focado em redução de custos e novos celulares com recursos avançados de Internet móvel e rede, está ganhando força. A empresa divulgou que os cortes de custos e seus novos smartphones ajudaram a melhorar a margem bruta de 17,7 para 23 por cento.
O preço médio de venda de um celular Sony Ericsson foi de 120 euros, mais alto do que as expectativas de analistas.

Grupo de tecnologia vai lançar sucessor para formato MP3

Grupo de tecnologia vai lançar sucessor para formato MP3
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Por Kate Holton e Matt Cowan
LONDRES (Reuters) - Uma importante empresa de tecnologia está pronta para lançar um novo formato de arquivo digital para música que incluirá conteúdo adicional para os fãs, como notícias, letras e imagens, e pode se tornar o sucessor do onipresente MP3.
O setor de música sofreu problemas com a pirataria nos últimos 10 anos e vem procurando desenvolver novas ofertas a fim de atrair consumidores que adquiram música em sites legítimos, em lugar de obtê-la de forma ilegal.
A nova proposta, conhecida como MusicDNA, conta com o apoio do inventor do arquivo musical MP3 original, e permitiria que os fãs baixassem um arquivo MP3 portando conteúdo adicional fosse baixado para os computadores.
Gravadoras, bandas e grupos de varejo também poderiam enviar atualizações ao arquivo a cada vez que tivessem novidades a anunciar, como datas de futuras turnês, novas entrevistas ou atualizações de páginas de redes sociais.
O usuário receberia tanta ou tão pouca informação quanto desejasse, sempre que se conectasse à Internet. Mas quem baixasse o arquivo ilegalmente ouviria apenas um ruído de estática e não receberia quaisquer atualizações.
A BACH Technology, grupo proponente do MusicDNA, diz que está em busca de parcerias com companhias de varejo, gravadoras, detentores de direitos autorais e empresas de tecnologia, e que está disposta a fornecer a tecnologia para que terceiros a empreguem sob suas marcas.
A BACH está instalada na Noruega, Alemanha e China, e tem como parceiro o Fraunhofer Institute for Digital Media Technology, da Alemanha.
"Estamos recebendo bons retornos, e o fato de que desejemos incluir a todos nisso, sem competir contra eles, ajuda", disse o presidente-executivo Stefan Kohlmeyer à Reuters.
Os arquivos de música poderão ser executados em qualquer player de MP3, entre os quais o Apple iPod. O music player ou a biblioteca online de música também podem ser adaptados para atender às necessidades do usuário, por exemplo pela integração a redes sociais existentes.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Google tem alta na receita no 4o trimestre

Google tem alta na receita no 4o trimestre
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SAN FRANCISCO (Reuters) - A receita do Google no quarto trimestre cresceu 17 por cento, superando as estimativas de Wall Street, à medida que anunciantes e internautas recorreram ao buscador durante a temporada de compras de final de ano.
Mas a receita do Google ficou no piso da faixa estimada por alguns investidores, e suas ações caíram cerca de 5 por cento no pregão eletrônico nesta quinta-feira.
O Google teve lucro líquido de 1,97 bilhão de dólares, ou 6,13 dólares por ação, nos três meses encerrados em 31 de dezembro.
Isso se compara ao lucro de 382,4 milhões de dólares, ou 1,21 dólar por ação, um ano antes, quando a companhia contabilizou uma perda de 1 bilhão de dólares pela reavaliação do valor de seu investimento na AOL e na provedora de serviços sem fio Clearwire.
Excluindo itens extraordinários, o Google teve lucro por ação de 6,79 dólares por ação, contra previsão média do mercado de 6,48 dólares, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.
A receita trimestral do Google, maior buscador da Internet em todo o mundo, totalizou 6,67 bilhões de dólares, acima dos 5,7 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2008.
(Reportagem de Alexei Oreskovic)

Nokia torna gratuitos serviços de navegação por satélite

Nokia torna gratuitos serviços de navegação por satélite
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Tarmo Virki
HELSINQUE, 21 de janeiro (Reuters) - A Nokia seguiu o exemplo do Google, oferecendo mapas gratuitos em seus celulares, em um esforço para estimular a venda de aparelhos que deve prejudicar outros concorrentes no setor de navegação via satélite.
A Nokia costumava cobrar por pacotes de navegação que incluíam instruções detalhadas de como chegar a um local. Agora o usuário poderá receber instruções detalhadas de navegação veicular e para pedestres em 74 países, em 46 idiomas, afirma a companhia em comunicado.
Em 2008, a Nokia comprou por 8,1 bilhão de dólares a Navteq, uma empresa de navegação digital que concorre com a Tele Atlas, uma divisão da TomTom, companhia especializada em aparelhos de navegação GPS.
Analistas dizem que serviços de navegação gratuitos podem permitir que a Nokia sustente sua posição em queda no mercado mundial de celulares inteligentes. A empresa ainda vende mais celulares inteligentes do que qualquer de seus rivais, mas perdeu terreno para a Apple e para a RIM.
"A Nokia deseja manter elevada participação nesses aparelhos, e essa é uma maneira de fazê-lo, combinando-os a serviços", disse Marti Larjo, analista da Nordea.
"A navegação originalmente era um dos serviços pelos quais eles imaginavam que poderia ser possível obter dinheiro, mas o Google está chegando (à navegação detalhada), bem como outros concorrentes, e eles precisam agir", disse.
O Google começou no final de 2009 a oferecer navegação gratuita em celulares inteligentes do modelo Motorola Droid, no mercado norte-americano.
A Nokia vai oferecer navegação gratuita a 20 milhões de celulares inteligentes, e isso deve prejudicar importantes forças do mercado mundial de serviços de navegação, entre as quais a TomTom e a Garmin.
Segundo a Nokia, a idéia é incluir o serviço gratuito em todos os novos modelos Nokia embarcados com recursos GPS.
"Queremos que o uso do GPS em um telefone seja algo tão comum como enviar um SMS ou tirar uma foto. Acreditamos que a melhor maneira para isso é oferecer uma solução completa e gratuita de navegação", afirmou em comunicado Anssi Vanjoki, vice-presidente executivo da Nokia.

Decisão da Nokia coloca empresas de GPS contra a parede

Decisão da Nokia coloca empresas de GPS contra a parede
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Harro ten Wolde e Brett Young
AMSTERDÃ/HELSINQUE, 21 de janeiro (Reuters) - A medida da Nokia de oferecer navegação gratuita em seus smartphones pode soar como a sentença de morte para a indústria de navegação via satélite. Nesta quinta-feira, as ações da produtora de aparelhos GPS TomTom, por exemplo, desabavam mais de 15 por cento em Amsterdã.
A Nokia anunciou nesta quinta-feira que vai oferecer direções de navegação veicular e para pedestres em 74 países em 46 idiomas, numa tentativa de melhorar sua posição contra o Google, que começou a oferecer navegação gratuita nos celulares inteligentes Droid, da Motorola, no mercado norte-americano em 2009.
* A Nokia entra na disputa com o Google para obter a maior base instalada de usuários de navegação móvel, tentando dificultar a vida da gigante das buscas na Web e outras fabricantes de smartphones.
* A medida é vista como um ponto de mudança definitiva e deve ajudar a empresa finlandesa a não ver uma queda mais forte em sua fatia de mercado de smartphones
* A medida de oferecer navegação livre em cerca de 20 milhões de smartphones deve afetar empresas no mercado global de navegação, incluindo a TomTom e Garmin.
* É claramente um golpe para a TomTom, que perdeu 30 por cento de seu valor depois do anúncio do Google em outubro.
* Analistas concluíram no ano passado, após a entrada do Google no ramo de navegação, que é improvável que a TomTom, Garmin e Nokia recebam de volta seus altos investimentos em tecnologia de navegação. A Nokia e a TomTom gastaram mais de 12 bilhões de dólares na compra de empresas de mapeamento digital Naviteq e Tele Atlas.
* A estratégia da Nokia pode gerar uma nova leva de aquisições disparadas por concorrentes como Samsung, RIM e Microsoft à medida em que consumidores passem e a ver a navegação como um atributo padrão dos smartphones.
* A TomTom precisa apresentar um novo plano de negócios rapidamente uma vez que 70 por cento de suas vendas são de PNDs (aparelhos de navegação pessoal). PNDs podem desaparecer no futuro com mercado para navegação evoluindo para item padrão em carros e gratuita em celulares.

Nova leva de games de combate mira no público acima dos 30

Nova leva de games de combate mira no público acima dos 30
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por John Gaudiosi
RALEIGH, Estados Unidos (Reuters) - Uma nova safra de videogames sanguinolentos de combate está chegando a um console perto de você, e eles não são todos para crianças, já que as produtoras estão cada vez mais apelando a uma audiência mais madura.
A popularidade de jogos de tiro tem se comprovado, como com o relativamente recente "Call of Duty: Modern Warfare 2", que arrecadou até agora mais de 1 bilhão de dólares no mundo.
A Sony Computer Entertainment America é a mais recente editora de games a mirar nesse segmento com "MAG", ou Massive Action Game, que permite que 256 jogadores, a maior experiência multiplayer para um videogame, combatam em um mundo tomado por uma crise petrolífera global.
Os jogadores podem escolher trabalhar para uma de três companhias militares rivais e jogar a história sozinhos ou entre si.
"Creio que o que fizemos de diferente é termos criado uma sensação real de causa e efeito com os muitos diferentes objetivos que precisam ser atingidos para se ganhar a guerra, assim como acontece em um campo de batalha real", disse Brian Soderberg, presidente e co-fundador da Zipper Interactive, desenvolvedora do "MAG".
A Sony arrebanhou fortes vendas em 2009, e MAG é um dos títulos exclusivos da produtora para 2010.
"O público principal dos jogos de tiro seguem sendo rapazes de 13 e adultos de até 34 anos de idade, que somam 60 por cento da audiência total. Mas o gênero ampliou seu apelo nos últimos anos com títulos populares como "Call of Duty" e "Halo"", afirmou Michael Cai, vice-presidente de pesquisa de jogos da Interpret.
"Jogadores e mesmo jogadoras mais velhas aderiam ao gênero. Uma grande parte da crescente popularidade dos jogos de tiro pode ser atribuída às funcionalidades online para múltiplos jogadores".
IDADE MÉDIA DOS JOGADORES É DE 35
A Electronic Arts possui duas sequências de jogos de tiro do gênero militar com "Army of Two: The 40th Day" e "Battlefield: Bad Company 2". A empresa ainda está relançando sua franquia "Medal of Honor" procurando atingir um público mais maduro.
"Pais e pessoas que compram jogos para crianças devem perceber que videogames não são mais brinquedos para crianças", afirmou Mike Snider, repórter de videogames do USA Today.
"A idade média de uma pessoa que joga videogame é 35 anos e muitos jogos lançados miram nos adultos, assim como os filmes "Inglorious Basterds" e "The Hurt Locker" também procuram esse público", acrescentou.
Gary Witta, ex-desenvolvedor de games que escreveu o filme "The Book of Eli" acredita que é uma questão de tempo antes que a grande mídia aceite que videogames não são mais para crianças.
"O ramo do videogame evoluiu e amadureceu de forma que jogos como "Modern Warfare 2" e "Halo" visam primeiramente um público mais adulto.

Vendas de músicas gravadas caem 10% em 2009

Vendas de músicas gravadas caem 10% em 2009
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Kate Holton e Matt Cowan
LONDRES (Reuters) - As vendas globais de música gravada caíram cerca de 10 por cento em 2009 e acumulam baixa de 30 por cento desde 2004 diante de crescente participação de downloads ilegais, afirmou a associação internacional do setor, IFPI, nesta quinta-feira.
A IFPI informa em relatório anual que a indústria viu desdobramentos positivos em 2009, com mais de um quarto das receitas de toda a música gravada sendo gerada por vendas digitais, depois que a indústria abraçou novas maneiras de vender faixas.
Entretanto, a taxa de crescimento desacelerou nos últimos anos, e as vendas de lojas como iTunes e Spotify fracassaram em combater os estragos causados pelo download ilegal.
"Ainda tivemos mais um ano de novos serviços chegando ao mercado, grandes inovações, crescimento em nossos negócios digitais", afirmou o presidente-executivo da IFPI, John Kennedy, à Reuters. "Mas ao mesmo tempo os problemas que enfrentamos com pirataria certamente ainda não sumiram."
"Sempre esperamos pelo dia em que o aumento nos negócios digitais vai compensar a queda em nossos negócios com mídia física e isso certamente não está acontecendo."
O relatório afirma que as vendas digitais de música legalizada cresceram 12 por cento em 2009, para 4,2 bilhões de dólares, ante expansão de 25 por cento em 2008 e de 30 por cento em 2007.
O levantamento sustenta que as vendas gerais de música recuaram cerca de 10 por cento em 2009 ante uma queda de 7 por cento em 2008 e de 8 por cento em 2007.
A IFPI estima que cerca de 95 por cento da música copiada por download em 2009 foi ilegal, sem pagamento.
A entidade estimou em mais de 400 o número de serviços legalizados de música disponíveis ao redor do mundo, oferecendo 11 milhões de canções.
As vendas de downloads de música seguem mostrando crescimento, com downloads de faixas únicas avançando cerca de 10 por cento sobre 2008 e as de álbuns subindo 20 por cento.
O representante da IFPI informou ainda que o serviço de música da Nokia, que oferece downloads de canções aos compradores de certos modelos da marca, teve bom desempenho em mercados em desenvolvimento e performance mais fraca em mercados maduros.