sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ericsson vê possibilidade de fechar acordo com Nortel "em breve"

Ericsson vê possibilidade de fechar acordo com Nortel "em breve"
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 19:36

Por Tarmo Virki
HELSINQUE (Reuters) - A fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson espera fechar sua aquisição de operações-chave da Nortel Networks muito em breve, afirmou um executivo da empresa sueca nesta quinta-feira.
"Não esperamos encontrar quaisquer problemas. Creio que (o acordo) será fechado muito em breve", disse o vice-presidente de tecnologia da Ericsson, Hakan Eriksson, à Reuters.
Na semana passada, a Nortel afirmou que as duas empresas adiaram o prazo para fechar o acordo para o final de novembro, o que daria mais tempo para cumprirem as condições finais, incluindo aprovações de reguladores.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda avalia o acordo, que eleva a participação da Ericsson no mercado de equipamentos de redes sem fio na América do Norte para cerca de 50 por cento. O Canadá decidiu, em setembro, não analisar o negócio.
A Ericsson ganhou um leilão pelos ativos de CDMA e LTE da massa falida da Nortel em julho, com uma oferta de 1,13 bilhão de dólares pelas unidades mais valiosas da empresa, que já foi uma gigante no mercado de telecomunicações.
A Ericsson já havia dito, em 12 de agosto, que esperava fechar o acordo "muito em breve".
A Ericsson tem sido uma das principais forças por trás da transformação da tecnologia sem fio europeia GSM --tecnologia rival à CDMA-- em um padrão global. A empresa também é uma das maiores vendedoras de redes LTE, tecnologia de última geração, às operadoras de telecomunicações.
(Reportagem adicional de Diane Bartz em Washington)

Telecom Italia mantém metas para 2009 e vende unidade

Telecom Italia mantém metas para 2009 e vende unidade
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 16:06

MILÃO (Reuters) - A maior operadora de telecomunicações da Itália, Telecom Italia, manteve suas metas para o ano de 2009 após divulgar lucro menor nesta quinta-feira, e afirmou que fechou a venda de uma unidade sua apesar de o valor ser questionado por acionistas minoritários e analistas.
A endividada empresa disse ter concordado em vender sua unidade de banda larga alemã HanseNet à espanhola Telefónica, que é uma das investidoras da operadora, por 900 milhões de euros.
"Não foi o melhor valor (para a Telecom Italia), mas o impacto sobre a dívida é positivo", disse um analista de Milão, acrescentando que os resultados trimestrais da companhia superaram as expectativas.
O acionista Marco Fossati pediu que a HanseNet não fosse vendida por menos de 1,5 bilhão de euros (2,23 bilhões de dólares). A holding Findim, de sua família, detém 5 por cento da Telecom Italia.
O presidente-executivo da Telecom Italia, Franco Bernabe, que pôs em prática um plano de corte de custos e da dívida gradual para renovar a empresa, disse que a venda da HanseNet permite ao grupo que acelere a redução da dívida.
A Telecom Italia confirmou suas metas de lucratividade para 2009 e afirmou que a dívida líquida ajustada deverá cair para cerca de 34 bilhões de euros até o fim do ano, sem contar a venda da Hansenet, que será concluída no primeiro trimestre de 2010.
O lucro líquido da Telecom Italia nos primeiros nove meses caiu 33 por cento, para 1,165 bilhão de euros, com a queda da receita em 6,2 por cento, para 20,188 bilhões de euros.
(Reportagem de Danilo Masoni)

Google quer faturar junto a varejo online

Google quer faturar junto a varejo online
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 11:48

Por Alexei Oreskovic
SÃO FRANCISCO (Reuters) - O Google está vendendo um produto especial de busca para o varejo online, em um esforço do gigante das buscas para obter novas fontes de receita.
O Google Commerce Search, que a empresa anunciou na quarta-feira, seria colocado à venda pelo preço inicial de 50 mil dólares anuais, atribui ao Google um elemento essencial para a experiência de compra em um site de varejo: a capacidade do consumidor para localizar mercadoria.
O Google quer operar capacidades de busca para sites de varejo em seus servidores, usando um canal de dados para os catálogos de cada grupo de varejo. O Google, o maior serviço mundial de buscas na Web, tem a capacidade de realizar buscas nos catálogos do varejo com rapidez muito maior do que a oferecida no momento por muitos desses sites, disse Nitin Mangtani, gerente de produtos de busca para empresas do Google.
"Os varejistas me convenceram de que existia a necessidade de um produto desse tipo," disse Mangtani, acrescentando que o desempenho lento de buscas em sites de varejo poderia enviar os usuários a outros sites, prejudicando os índices de conversão de uma loja.
Ele apontou que os varejistas também poderiam economizar em infraestrutura e manutenção, porque o produto do Google é "em nuvem," o que significa que o software fica hospedado nas centrais de dados do Google e não nos servidores do grupo de varejo.
O produto de busca comercial é o mais recente exemplo de expansão do Google, do negócio de busca e publicidade na Internet para produtos de tecnologia dirigidos a clientes empresariais.
A publicidade contribuiu com 97 por cento do faturamento de cerca de 22 bilhões de dólares que o Google registrou em 2008, mas a empresa afirma que seu software de e-mail e escritório que opera em nuvem agora gera centenas de milhões de dólares anuais em receita. O Google expandiu a campanha publicitária para os aplicativos que fornece no mês passado.
Van Baker, analista do Gartner, disse que um recente estudo de sua empresa constatou que poucos dos grandes grupos de varejo planejam mudar sua tecnologia básica de comércio eletrônico.
"Não há muitos indícios de que mudarão," disse Baker, falando sobre a tecnologia de comércio eletrônico em geral e não especificamente sobre funções de busca.

Vivo tem lucro 2,5 vezes maior no 3o trimestre

Vivo tem lucro 2,5 vezes maior no 3o trimestre
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 08:07

Por Cesar Bianconi
SÃO PAULO (Reuters) - A melhora do desempenho operacional e financeiro garantiu à Vivo lucro líquido de 340 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 154 por cento em relação ao ganho de 133,9 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida de serviços da empresa de telefonia móvel --que é controlada por Telefónica e Portugal Telecom-- totalizou 3,8 bilhões de reais de julho a setembro, ante 3,6 bilhões de reais nos mesmos três meses de 2008.
A empresa encerrou setembro com quase 49 milhões de clientes, expansão de 15,5 por cento em 12 meses. A receita média por assinante no terceiro trimestre foi de 26,4 reais, queda de 10,2 por cento ante o mesmo intervalo de 2008, porém alta de 0,4 por cento sobre o segundo trimestre deste ano.
"Tivemos um componente de crescimento de receita e uma boa gestão de custos. Neste trimestre, especialmente, fizemos isso mantendo uma agressividade compatível com o nível de competição que existe no mercado", disse à Reuters o presidente da Vivo, Roberto Lima.
Segundo o presidente da Vivo, o mercado celular "está extremamente aquecido". Ele citou a rival Oi em busca de espaço no Estado de São Paulo e a TIM "querendo recuperar posição".
"A Vivo terminou o trimestre ganhando um pouco de market share sem prejudicar seu resultado... Conseguimos fazer crescer a receita mesmo com uma política de preços agressiva", destacou o executivo.
O total de custos operacionais da Vivo, sem considerar depreciação e amortização, ficou em quase 2,7 bilhões de reais nos três meses até setembro, queda de 2,6 por cento ante o registrado um ano atrás.
A empresa reduziu de forma significativa provisão para devedores na comparação com setembro de 2008, em quase 58 por cento, para 30,2 milhões de reais.
Além do lado operacional, o resultado financeiro impulsionou o lucro líquido da Vivo no último trimestre. A despesa financeira líquida caiu de 192,1 milhões de reais há um ano para 90,8 milhões de reais de julho a setembro. A empresa citou o ajuste a valor presente de ativos e passivos e uma menor taxa de juros efetiva sobre a dívida.
A geração de caixa medida pelo Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- ficou em 1,4 bilhão de reais no terceiro trimestre, com margem de 34,4 por cento. Um ano atrás, o Ebitda foi de 1,3 bilhão de reais, com margem de 32,5 por cento.
A Vivo encerrou setembro com dívida líquida de 4,2 bilhões de reais, acima dos cerca de 4 bilhões de reais um ano antes e abaixo dos 4,7 bilhões de reais de junho.

EMI processa site dos EUA por vender música dos Beatles online



A EMI, gravadora dos Beatles, moveu um processo contra o site de música norte-americano BlueBeat.com, que anunciou a venda de downloads não autorizados de faixas dos "Fab Four".
REUTERS/STR New


EMI processa site dos EUA por vender música dos Beatles online
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 15:26


LONDRES (Reuters) - A EMI, gravadora dos Beatles, moveu um processo contra o site de música norte-americano BlueBeat.com, que anunciou a venda de downloads não autorizados de faixas dos "Fab Four".
"A EMI não autorizou a venda de conteúdos no BlueBeat.com", disse uma porta-voz da gravadora.
A EMI confirmou ter registrado nesta semana, em um tribunal norte-americano, uma ação contra a BlueBeat.com por infração de direitos autorais.
A BlueBeat.com está oferecendo as canções do grupo inglês por 25 cents de dólar cada, cerca de um quarto do que cada canção custaria normalmente no site dominante de venda de música online, o iTunes, pertencente à Apple Inc.
O site está oferecendo uma lista extensa de álbuns dos Beatles, tanto os originais quanto as versões recentemente remasterizadas, apesar de a banda ainda não ter chegado a um acordo com provedores de música para possibilitar o lançamento online de seu catálogo.
Há um ano, o ex-Beatle Paul McCartney disse que a banda estava ansiosa para disponibilizar sua música na loja online iTunes, mas que as negociações estavam paradas.
A solução de uma disputa por marca registrada entre a Apple Inc. e a empresa Apple Corps Ltd., dos Beatles, provocou esperança entre fãs e executivos de gravadoras de que o caminho finalmente estivesse livre para o catálogo dos Beatles chegar online.
McCartney disse que a disputa que está adiando as vendas online das músicas dos Beatles agora envolve apenas a banda e a EMI. Ele disse que a EMI quer "algo que não estamos dispostos a lhe dar".
Fontes da indústria musical dizem que desconfiam que o processo da EMI contra a BlueBeat.com possa ser seguido por outros de outras grandes gravadoras cujos conteúdos o site também pôs à venda.
(Reportagem de Mike Collett-White)

China proíbe castigo físico para viciados em Internet


Vendedor fala com cliente quanto exibe laptops em Hong Kong. O Ministério da Saúde da China proibiu o uso de castigos físicos para curar o vício da Internet em adolescentes, meses depois que um garoto foi espancado até a morte em um acampamento de reabilitação.05/11/2009.
REUTERS/Bobby Yip


China proíbe castigo físico para viciados em Internet
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 09:01


PEQUIM (Reuters) - O Ministério da Saúde da China proibiu o uso de castigos físicos para curar o vício da Internet em adolescentes, meses depois que um garoto foi espancado até a morte em um acampamento de reabilitação.
Os pais chineses buscaram ajuda de mais de 200 organizações que oferecem tratamento para "enfermidades", conforme aumentam os alertas do governo sobre hábitos poucos saudáveis da juventude de navegar pela Internet.
Muitos desses campos estão impregnados de uma atmosfera militar. Os pacientes são obrigados a substituir horas diante do computador por exercícios físicos árduos ou mesmo "tratamentos" mais extremos.
"Ao intervir para evitar o uso impróprio da Internet, deveríamos... proibir estritamente a restrição da liberdade pessoal e os castigos físicos", disse o ministério em um guia de como menores de idade devem usar a Internet. O guia foi posto no site do ministério (www.moh.gov.cn).
Parece que foi abandonado o termo "viciado em Internet", amplamente utilizado em documentos antigos do ministério, talvez em uma tentativa de acalmar pais preocupados que alimentaram um negócio lucrativo de campos para evitar que os adolescentes passem horas online.
A morte em agosto de Deng Senshan, de 15 anos, horas depois de ele ter entrado em um acampamento de reabilitação de Internet na região de Guangxi, no sudoeste da China, provocou tumulto na mídia.
Dias depois outro adolescente, Pu Liang, foi levado ao hospital com água nos pulmões e deficiência renal depois de um ataque similar na província de Sichuan.
Em julho, o governo chinês já tinha proibido a terapia com eletrochoque para tratar o vício da Internet, depois de relatos da mídia sobre um psiquiatra polêmico que administrou correntes elétricas em cerca de 3.000 adolescentes.
As últimas normas sugerem que as autoridades em Pequim não acham que os que têm hábitos não muito saudáveis quando à Internet devam ser obrigados a ficar offline permanentemente.
"O objetivo da intervenção é... instar as pessoas a usarem a Internet de um modo saudável", diz o guia. "Não é fazer com que elas parem de usar a internet."
(Por Yu Le e Emma Graham-Harrison)

Microsoft quer ampliar parceria com Yahoo fora dos EUA

Microsoft quer ampliar parceria com Yahoo fora dos EUA
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 09:04

TÓQUIO, 5 de novembro (Reuters) - O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou nesta quinta-feira que a companhia pode buscar ampliar sua parceira no segmento de buscas com o Yahoo fora dos Estados Unidos, se obtiver autorização regulatória.
No começo deste ano, Microsoft e Yahoo assinaram um acordo de 10 anos na área de buscas online para desafiar o Google, uma parceria que organismos regulatórios norte-americano e europeu estão avaliando.
"É possível ampliarmos essa parceria (com o Yahoo) fora dos Estados Unidos", disse Ballmer a repórteres em uma coletiva de imprensa.
"Nós teremos que esperar e ver se conseguimos obter aprovação e consumar essa parceria dentro dos Estados Unidos primeiro."
A Microsoft informou que acredita que o acordo será fechado no começo de 2010, e que podem fazer progresso significativo em integração em um ou dois importantes mercados no próximo ano.