quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Leitor eletrônico da Barnes & Noble vem em cores e custa US$ 259

Leitor eletrônico da Barnes & Noble vem em cores e custa US$ 259
terça-feira, 20 de outubro de 2009 10:45

SAN FRANCISCO (Reuters) - O novo leitor eletrônico da Barnes & Noble, que deve ser lançado na terça-feira, oferece uma tela colorida e de toque, e o mesmo preço do Amazon.com Kindle, reportou o Wall Street Journal na segunda-feira.
O aparelho, que segundo o jornal tem o nome "Nook," vai concorrer com o Kindle e com o Sony Reader, entre outros leitores eletrônicos que permitem que os usuários leiam conteúdo digital em um dispositivo portátil.
O jornal informou que os detalhes vieram de um anúncio de mídia impressa que será veiculado na edição de 25 de outubro do New York Times.
A Barnes & Noble e o New York Times não responderam imediatamente a pedidos de comentários.
Diversos concorrentes estão tentando conquistar mercado à Amazon, que é vista como dominante nesse setor ainda pequeno mas de rápido crescimento.
Os últimos 30 dias foram caracterizados por um surto de atividade da parte de lojas de livros, fabricantes de eletrônicos, editoras e operadoras de telefonia sem fio esperam estabelecer presença no mercado antes da importante temporada de festas.
Em julho, a Barnes & Noble, maior cadeia de livrarias físicas dos Estados Unidos, lançou o que define como maior livraria online do mundo, com mais de 700 mil títulos, que podem ser lidos em aparelhos como o iPhone, da Apple.
Os analistas dizem que a vantagem da Barnes & Noble pode estar em suas lojas físicas, nas quais os consumidores poderão testar o aparelho, bem como em seu forte relacionamento com as editoras -uma vantagem de que a Amazon também desfruta.
Com preço de 259 dólares, o mesmo do Kindle depois de uma recente redução, a Barnes & Nobles tem o potencial de roubar usuários ao Kindle, que segundos os críticos apresenta design e funcionalidade insatisfatórios.
Uma tela colorida e de toque seria considerada vantagem por alguns usuários, acostumados a uma melhor funcionalidade por aparelhos como o iPhone e o iPod, da Apple.
Os rumores sobre leitores eletrônicos estão em ascensão há um mês, com o lançamento do Kindle International pela Amazon, a revelação de planos do Google para uma loja online de livros eletrônicos e a visita de Rupert Murdoch, da News Corp., ao Japão e Coreia do Sul para avaliar tecnologia para leitores eletrônicos.
(Por Alexandria Sage)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Itália prepara plano de universalização da banda larga

Itália prepara plano de universalização da banda larga
segunda-feira, 19 de outubro de 2009 08:55

ROMA (Reuters) - O governo da Itália preparou um plano para garantir a todos no país acesso em banda larga à Internet a partir do ano que vem, o que exigiria um investimento de cerca de 800 milhões de euros, afirmou o ministro italiano de Administração Pública, Renato Brunetta, no domingo.
O investimento para garantir que todos os usuários possam acessar à Internet com uma velocidade de transmissão de dados de 2 megabytes por segundo virá de fontes públicas e privadas, incluindo operadoras de telecomunicações, disse Brunetta a uma rádio local.
"Eu espero ter 2 MB de banda larga para todos a partir de 2010", afirmou ele, citando a necessidade de uma rede de Internet eficiente para acabar com a burocracia.
"O plano está pronto... É um problema de investimentos, mas agora apenas um impulso final é necessário."
Brunetta disse que espera conseguir autorização de autoridades relevantes até novembro para levar o plano adiante.
O órgão regulador da Itália de telecomunicações propôs em julho a criação de uma parceria público-privada para a implementação de uma rede de banda larga de alta velocidade, com financiamentos de companhias e do Estado.
Quaisquer planos para uma rede nacional devem custar bilhões de euros. Um projeto de banda larga teria implicações maiores para operadoras de telecomunicações, como a Telecom Italia.
(Reportagem de Emilio Parodi)

Google lança campanha global para atrair clientes corporativos

Google lança campanha global para atrair clientes corporativos
segunda-feira, 19 de outubro de 2009 11:28

Por Alexei Oreskovic
SAN FRANCISCO (Reuters) - O Google informou que mais de 2 milhões de negócios agora utilizam seu software office online, e o líder no segmento de buscas na Internet lança nesta segunda-feira uma campanha publicitária global para afastar os clientes dos produtos da Microsoft e da IBM.
A campanha, que começa nesta segunda-feira em países como França, Japão e Grã-Bretanha, representa uma rara incursão do Google no mercado de publicidade e ressalta a crescente competitividade para fornecer email e outros softwares para empresas.
Embora a Microsoft e a IBM dominem o mercado de email corporativo, o Google está tentando convencer os empreendimentos a mudar para os chamados serviços de computação em nuvem, no qual o software é acessado por meio da Internet e mantido na central de dados do Google em vez dos computadores da companhia.
Serviços de computação em nuvem possibilitam economias com custo e manutenção em comparação aos softwares tradicionais, embora recentes interrupções de alto perfil --incluindo uma pane no Gmail na semana passada-- levantaram dúvidas sobre a confiabilidade do software online para usuários corporativos.
O analista da empresa de pesquisa Gartner Tom Austin afirmou que a maioria dos empreendimentos eventualmente mudarão para email com base na computação em nuvem, mas que o processo pode levar anos.
Ele observou que a IBM e a Microsoft introduziram produtos de computação em nuvem recentemente, e que a Cisco Systems parece estar se preparando para oferecer seu próprio software do tipo.
Na quinta-feira, o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, afirmou a investidores durante a coletiva sobre o resultado trimestral da companhia que pretende aumentar os investimentos em novas iniciativas de negócios.
A campanha de marketing do Google, que circulou pela primeira vez nos Estados Unidos em agosto, envolve anúncios em publicações como New York Times, Forbes e The Economist, bem como cartazes em aeroportos e estações de trem em várias cidades.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vivendi e GE negociam adicional de US$500 mi por NBC Universal

Vivendi e GE negociam adicional de US$500 mi por NBC Universal
segunda-feira, 19 de outubro de 2009 07:52

NOVA YORK (Reuters) - A General Electric e a Vivendi estão negociando um pagamento à parte de cerca de 500 milhões de dólares que o grupo francês deveria receber por sua fatia na NBC Universal, segundo reportagem de domingo do The Wall Street Journal.
Aumentaram nas últimas semanas especulações de que a Vivendi venderá os 20 por cento que detém na NBC Universal.
A General Electric, dona de 80 por cento da NBC Universal, está em conversas para venda de 51 por cento da unidade para a Comcast, um acordo que exigiria que a Vivendi se desfizesse de sua posição na NBC Universal, segundo disseram fontes à Reuters.
A participação da Vivendi na NBC Universal é estimada em 6 bilhões de dólares, com base em um valor de mercado de 30 bilhões de dólares para toda a empresa que é alvo das transações, de acordo com as fontes.
A Vivendi está pedindo um preço maior que o cobrado anteriormente, disse uma fonte familiar às negociações ao jornal, acrescentando que o euro forte é uma das razões para a diferença solicitada.
A Vivendi está em outro processo de fusão e aquisição em aberto.
O grupo francês ofereceu em setembro 42 reais por ação da brasileira GVT, mas o grupo espanhol Telefónica, por meio de sua unidade Telesp no Brasil, contra-atacou e fez proposta de 48 reais por ação da GVT.
O Conselho da Vivendi se reuniu na semana passada e havia expectativa de que fossem tomadas decisões acerca da fatia da empresa na NBC Universal e da oferta de compra da GVT. Mas a empresa não se pronunciou sobre os dois assuntos até o momento.
No Brasil, as ações da GVT encerraram a última sexta-feira a 49,50 reais na Bovespa, acima, portanto, do preço oferecido pela subsidiária brasileira da Telefónica e embutindo expectativas do mercado de que a Vivendi poderá melhorar sua proposta pela companhia brasileira.
(Reportagem de Anupreeta Das)

Editoras podem evitar erros de gravadoras no mundo digital

Editoras podem evitar erros de gravadoras no mundo digital
sexta-feira, 16 de outubro de 2009 18:01
Por Georgina Prodhan
FRANKFURT (Reuters) - As editoras estão mais bem preparadas para a revolução digital que o mercado de música estava há uma década, e estão usando bem suas opções para vender e melhorar seus produtos, coisa que as gravadoras não souberam fazer.
O mercado editorial está prestes a ver uma disparada na demanda por livros digitais, impulsionada por aparelhos como o Kindle, da Amazon.com, e distribuição online do Google --e teme seguir o mesmo caminho que a indústria musical, há anos em queda.
Mas as formas diferentes de apreciar música e livros, assim como os diferentes estágios em que as duas indústrias se encontram no momento, significa que tentar desenhar uma analogia entre os dois segmentos não é necessariamente muito útil.
Durante a Feira de Livros de Frankfurt, nesta semana, representantes de ambas as indústrias se repreenderam por não terem agido mais rápido e terem sido mais resolutas na defesa de seus direitos autorais e em explorar as novas oportunidades que a Internet oferecia.
"Temos que agir imediatamente. Não podemos ficar observando, analisando, observando de novo, disse o presidente da associação do mercado editorial da Alemanha, Alexander Skipis, no painel de discussão "Aprendendo com a Indústria Musical".
O mercado editorial teme que a pirataria digital se alastre, algo que alguns apontam como causa da crise das gravadoras, já que a maioria dos consumidores hoje encaram conteúdo na Internet como o equivalente a conteúdo gratuito.
Mas, em comparação, as editoras estão bem à frente de onde estavam as gravadoras quando o site de compartilhamento de músicas Napster entrou em cena, 10 anos atrás, abrindo o caminho para uma série de sites de download ilegal de MP3 que viriam.
O iTunes, loja online de música da Apple --que é até hoje a forma de compra legal de músicas mais usada no mundo-- só viria a existir dali a dois anos, mas a distribuição de música pela Internet já tomava o mercado.
Por outro lado, lojas para a compra legal de livros digitais se firmam rapidamente, com a expectativa de que 3 milhões de "e-readers", como são conhecidos os dispositivos digitais para leitura-- serão vendidos este ano nos Estados Unidos.
Na quinta-feira, o Google anunciou sua entrada no mercado, abrindo uma loja online para livros digitais, que pode ser acessada de qualquer dispositivo que conte com um navegador de Internet.
A receita da indústria musical está em queda na Europa desde 2001, e não há expectativa de volta ao crescimento até 2011. Segundo a Forrester, o compartilhamento de arquivos é quatro vezes mais comum que downloads pagos entres adolescentes europeus de 16 a 19 anos.

ANÁLISE-Windows 7 pirata já circula na China antes de lançamento

ANÁLISE-Windows 7 pirata já circula na China antes de lançamento
sexta-feira, 16 de outubro de 2009 13:35

Por Kelvin Soh e Melanie Lee
TAIPEI/XANGAI (Reuters) - Em lojas no movimentado mercado Xinyang, em Xangai, iPhones da Apple e alto-falantes Bose falsos circulam junto com cópias piratas do novo sistema operacional Windows 7, da Microsoft, uma semana antes do seu lançamento oficial.
"Qual versão você quer? Básica? Normal? Inglês ou chinês?", anuncia um lojista, apontando orgulhosamente sua ampla oferta de discos embalados em caixas brancas sem nome.
A Microsoft pode estar atraindo o mundo, conforme se prepara para lançar a mais recente versão do sistema operacional Windows, mas os chineses têm conseguido comprar cópias piratas neste mês por apenas 20 iuans (2,93 dólares) cada, uma parcela mínima do preço oficial de até 320 dólares.
O "lançamento antecipado" do Windows 7 na China ressalta o desafio que grandes fabricantes de software enfrentam tentando ganhar dinheiro na China, segundo maior mercado de computadores do mundo.
A empresa de pesquisa IDC estima que quase 80 por cento dos softwares vendidos na China no ano passado eram piratas. Embora o número esteja caindo, ainda representa o dobro da média global e fica quase quatro vezes acima de mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão.
"A grande questão que está conduzindo a pirataria na China hoje é o preço", afirmou o analista Matthew Cheung, do Gartner, outra empresa de pesquisa.
Em resposta a tais pressões, a Microsoft reduziu o preço do pacote de aplicativos Office 2007 Home and Student Edition para 199 iuans no ano passado, ante 699 iuans. A fabricante venderá a versão mais simples do Windows 7 Home Basic por 399 iuans, preço modesto para os padrões ocidentais, mas ainda muito superior às cópias piratas.
A violação dos direitos de propriedade intelectual tem sido um problema contínuo nas relações da China com seus principais parceiros comerciais.
A Business Software Alliance, uma associação comercial criada pela indústria de softwares, afirma que o setor perdeu mais de 6,6 bilhões de dólares para pirataria no ano passado na China, atrás apenas dos Estados Unidos.
A maioria dos especialistas concordam que a pirataria na China é um problema de longo prazo, mas muitos acrescentam que as condições devem melhorar, conforme as fabricantes de software reduzem preços, usuários se tornam mais educados e o padrão de vida sobe.
O Gartner estima que as taxas de pirataria na China cairão para 50 por cento até 2012, quase em linha com mercados aisiáticos desenvolvidos como Hong Kong.

DEPOIMENTO-Perdoem o ato ilegal: navegando na pirataria na China

DEPOIMENTO-Perdoem o ato ilegal: navegando na pirataria na China
sexta-feira, 16 de outubro de 2009 13:36

Por Melanie Lee
XANGAI (Reuters) - Eu confesso! Minha cópia do Windows 7 Ultimate, a nova versão do sistema operacional da Microsoft, é apenas isso: uma cópia.
Eu comprei o software em uma loja numa estação de metrô subterrânea perto de minha casa por 20 iuans, ou menos de 3 dólares.
Eu adquiri o programa nesta semana para uma reportagem encomendada por meu editor, no notório mercado Xinyang, em Xangai, onde caixas com o software estavam amontoadas com falsas camisas pólo Ralph e malas Gucci. O lançamento oficial do Windows 7 acontecerá apenas daqui a uma semana.
Uma lojista, uma delicada mulher na casa dos 30 anos, estava claramente impressionada com minhas roupas e assumiu que eu estava interessada em comprar para revenda.
"Se você comprar 10, faço mais barato", disse ela com um inglês de difícil compreensão.
"Se você comprar o Microsoft Office 2010, também faço mais barato. Eu posso vender no atacado para você. Quantas cópias você quer?", propôs ela, ansiosa em vender os estoques de CDs embalados com estojos brancos sem nenhuma informação.
Até promessa de satisfação do cliente a vendedora fez: "As instruções de instalação são em inglês. Se não funcionar, você pode trazer de volta que eu troco."
METADE DO TRABALHO FEITO
Eu sai da loja com meu estojo contendo o CD do Windows 7, com a primeira metade de minha tarefa concluída.
Agora vem a parte mais intimidadora.
Muitos vinham me alertando que instalar versões piratas do Windows no computador é como uma roleta-russa com o disco-rígido do seu computador. Mas eu tinha que completar minha missão e pedi a um colega que me ajudasse a instalar o software em meu laptop.
Os resultados foram impressionantes, pelo menos inicialmente.
A interface do Windows 7 é renovada. Em vez de pequenos quadrados na barra de tarefas na parte inferior da tela, há ícones. Ter noção de múltiplas janelas do navegador não é problema, já que um clique sobre o ícone do Internet Explorer permite que você veja todas as janelas na Web que tem abertas.
Você também consegue arrastar dispositivos interativos para seu desktop, e o tempo para iniciar a máquina parece ser mais rápido que o do Windows Vista que tenho no meu laptop em casa.
Mas, depois de reiniciar o computador, meu laptop misteriosamente não funcionava mais. A tela negra trazia a mensagem: "Bootmgr is missing".
E agora? Por sorte, meu colega tinha uma versão original do Windows XP em mãos e meu encontro com o sistema operacional pirata estava, assim, encerrado.